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Primeiro BaxVice: Kleina esconde o jogo

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Kleina esconde o jogo para o seu primeiro Ba-Vi no comando tricolor

Emanuel, titular e substituído nos dois últimos jogos por conta de atuações irregulares, dificilmente permanece na equipe

O Bahia preferiu sair do Fazendão dois dias antes do Ba-Vi do desespero. Pegou a Paralela, desceu em Pituaçu e… Não espere novidades. Em resumo, rolou aquela típica reunião no centro do gramado, um trabalho de fundamento e o rachão de três toques. Para completar, ao final do treinamento, o clube cancelou o treino de hoje pela manhã, na Fonte Nova, e resolveu ficar mesmo no Fazendão.

Estratégia para ter mais privacidade, importante no jogo de mistério adotado pelo técnico Gilson Kleina para o clássico de amanhã, às 16h, na Fonte. Como liberou o rachão ontem, a tendência é que o treinador monte seus 11 titulares no habitual campo de treino tricolor. Mesmo com o acesso da imprensa nos últimos 15 minutos da atividade, a escalação só deverá sair mesmo nos vestiários.

Esse é o estilo adotado pelo cauteloso Gilson Kleina, que sequer dará entrevista antes do clássico, como é tradição entre os treinadores. "A gente tem procurado fazer um trabalho bem feito. Amanhã (hoje) já é concentrar e o professor deve definir o time", afirmou o zagueiro Demerson, escolhido de ontem para a entrevista coletiva.

Por falar no setor defensivo, não há muito o que esconder: Pará será o substituto de Guilherme Santos, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Mesmo com o perfil mais ofensivo de Pará, a meta é manter o bom aproveitamento da zaga no Brasileiro: com 19 gols sofridos, o Bahia tem a quinta defesa menos vazada entre os 20 clubes da elite – foram sete jogos sem tomar gol.

"Nós temos aprendido em cima dos erros. É procurando um ajudar o outro. Nesse momento não tem outra forma. Muita conversa, muito  diálogo. Esse está sendo o diferencial. Se não fizer isso nesse momento, ficaria difícil sair dessa situação. Temos melhorado a cada jogo", disse Demerson, que se mantém ao lado de Lucas Fonseca no miolo de zaga. Titi segue no banco.

A dúvida fica mesmo para o setor de criação. Emanuel, titular e substituído nos dois últimos jogos por conta de atuações irregulares, dificilmente permanece na equipe. A concorrência está entre Maxi, autor de dois gols nos últimos dois jogos, e Marcos Aurélio, que entrou no segundo tempo contra o Botafogo e ficou  encarregado de armar as jogadas. Com dois homens a mais desde os 14 minutos do segundo tempo, o tricolor não deu mole e virou o jogo para 3×2.

Se realmente houver a mudança, o esquema tático altera com a entrada de Maxi, que formaria um trio ofensivo com Rafinha e Kieza. Já com Marcos Aurélio, o Bahia mantém o jogo mais centralizado e as jogadas pelos flancos do gramado ficariam com os laterais. Para que isso aconteça, ambos precisam do auxílio dos volantes Rafael Miranda, que joga mais pela direita, e Léo Gago, na esquerda. Uelliton fica na frente da defesa.

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