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Qatar 2022 – FIFA é pressionada a revelar relatório secreto

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Fifa é pressionada por Câmara de Investigação a revelar relatório secreto sobre Qatar-2022

Apenas quatro pessoas conhecem conteúdo de mais de 200 mil páginas da investigação de suposta compra de votos

Transparência. Garcia na Fifa: relatório com mais de 200 mil páginas

ZURIQUE — O presidente da Câmara de Investigação do Comitê de Ética da Fifa, o americano Michael Garcia, pediu nesta quarta-feira ao Comitê Executivo da entidade autorização para divulgar imediatamente o relatório da investigação sobre compra de votos no processo de escolha da Rússia e do Qatar como sedes das Copas de 2018 e 2022, respectivamente. O veredito sobre os culpados só será dado em maio de 2015, no Congresso da Fifa, quando também haverá eleição para a presidência da entidade. O ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, é um dos investigados.

Apenas quatro pessoas, que participaram das investigações, conhecem o conteúdo do relatório. Michael Garcia é uma delas. A suposta compra de votos é um dos maiores escândalos de corrupção já registrados no futebol mundial. A investigação durou mais de um ano, sob o comando do próprio Michael Garcia, e reuniu cerca de 200 mil páginas de evidências. Seu conteúdo concluiria que dirigentes da Fifa teriam agido de forma ilegal na escolha das duas sedes. O juiz alemão Hans-Joachim Eckert, presidente da Câmara Decisória do Comitê de Ética da entidade, encarregado do veredito, já confirmou que não apenas integrantes ativos do Comitê Executivo da Fifa serão punidos, mas também ex-integrantes.

Teixeira, que votou a favor do Qatar, está entre os suspeitos por causa de suas relações com dirigentes e investidores do país árabe. Ele apoiou Bin Hamman, que comanda a Federação de Futebol do Qatar, para a presidência da Fifa e cedeu os direitos sobre amistosos da seleção brasileira à ISE, empresa com sede nas Ilhas Cayman, cujos donos são sauditas ligados a Hamman.

No pedido à Fifa para divulgar o relatório, Michael Garcia argumenta: “Dado o papel limitado que o juiz Hans-Joachim Eckert vislumbra para a câmara decisória, acredito ser necessário que o Comitê Executivo da Fifa autorize a publicação adequada do relatório do inquérito.”

Apoio no Comitê Executivo

Garcia ganhou o apoio do príncipe Ali bin Al Hussein, da Jordânia, integrante do Comitê Executivo da Fifa.

— O público tem todo direito de saber o conteúdo da investigação — disse Hussein, no Twitter. — No interesse da transparência total, acredito ser importante o relato da investigação ética. É crucial para garantir a boa governança da Fifa que o inquérito seja completamente aberto ao público.

Segundo o príncipe, a revelação do conteúdo secreto da investigação “ajudaria a comunidade do futebol a seguir adiante nas reformas das instituições pelo melhor interesse do esporte”. O príncipe da Jordânia é o vice-presidente asiático do Comitê Executivo da Fifa.

Link original da matéria: FIFA – Copa do Qatar  

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