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Marcelo Sant’Ana sobre o rodízio: Se Guto não fosse favorável, partiria para uma determinação

Marcelo Sant’Ana, ex-presidente do Bahia (Foto: A Tarde)

A comissão técnica do Bahia vem promovendo um rodízio entre os atletas desde o início do ano para disputar o Campeonato Baiano e a Copa do Nordeste

A decisão tem dividido opiniões e causado polêmica. O presidente do clube, Marcelo Sant’Ana, se diz favorável ao procedimento e elencou os motivos da sua preferência.

Concordo, e digo que se o técnico não fosse favorável, partiria para uma determinação. Por quê? A torcida e os patrocinadores não demonstram uma atração pelo modelo de estadual, e isso quem diz são as placas publicitárias do campeonato, os patrocinadores que estão na TV e as médias de público nos estádios. Não sou eu quem diz. Tenho como embasamento estes índices, pois me preocupo com a parte econômica e estrutural deste negócio. Entrando na parte técnica, temos que aprender com outras experiências. Nos dois anos em que a gente disputou com a mesma equipe o Baiano e o Nordeste, chegamos à reta final dos dois com problemas de lesão. Entramos no Brasileiro com os mesmos problemas, todos ligados diretamente a traumas por desnível, buraco, chão duro, ou por fadiga. O que temos buscado fazer este ano é utilizar todo o elenco que o Bahia tem, porque a gente investe muito caro nele. A folha do clube está acima dos R$ 2 milhões. A gente tem que dar oportunidade a todos. Queremos entrar no Brasileiro cem por cento, e não esgotados como em anos anteriores – declarou ao Blog da ESPN

Ainda segundo o mandatário do Esquadrão, o revezamento no grupo tricolor deve seguir independente dos resultados no Campeonato Baiano. Na última quarta-feira (8), a equipe considerada reserva aplicou 6 a 0 no Bahia de Feira.

A gente pretende sustentar, independentemente de resultado. A gente acredita nesta mecânica de trabalho e no elenco que a gente tem. O Bahia não está abrindo mão de nenhum dos dois campeonatos, não. Temos a confiança que, embora utilizemos esses rodízios, nós temos a capacidade de chegar às fases de mata-mata das duas competições. O Bahia não vai querer arriscar ser eliminado por uma questão de rodízio ou não. Eventualmente, uma desclassificação já diminuiria nossa quantidade de jogos. Se o Bahia precisar ter uma sequência com a equipe principal, nós vamos fazer. O que queremos é chegar às fases decisivas se estarmos esgotados – indicou Sant’Ana, que respondeu às críticas do presidente do Jacobina, Rafael Damasceno.

A gente tem que discutir sempre com muito equilíbrio. O Bahia é o maior campeão baiano, a gente tem a expectativa de ganhar a Copa do Nordeste e continuar nossa linha de crescimento. Temos conseguido fazer mais investimentos no futebol profissional, na sua parte de infraestrutura. Respeito o posicionamento dele, pois cada um tem direito de ter sua visão. Porém, acho que a gente tem que se preocupar com o futebol como um negócio, e como fazer esse negócio se tornar um produto atrativo para torcedor, sócio, patrocinador e televisão, para que todos consigam se beneficiar financeiramente. São discussões que devemos fazer de maneira mais ampla, não com picuinhas. Acho que isso irá nos levar para um buraco muito maior do que o que estamos hoje. Essa falta de visão profissional e de seriedade no trato das coisas é o que levam a termos um produto desvalorizado – pontuou.

Fonte: Bahia Notícias

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