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‘Estádio não é lugar de protestos’, diz Valcke

‘Estádio não é lugar de protestos’, diz Valcke


A Fifa tenta de todas as formas impedir que os protestos que acontecem nas ruas do Brasil entrem nos estádios durante a disputa da Copa das Confederações. A entidade máxima do futebol proíbe os torcedores de fazerem protestos políticos dentro das arenas, evitando a entrada de cartazes nos jogos. No entanto, mesmo com o forte esquema de segurança, algumas pessoas conseguiram e expuseram a indignação com a atual situação do país durante as partidas do torneio. E, no que depender do secretário-geral da Copa, Jérôme Valcke, o público continuará tendo limitações para fazer manifestos políticos nos estádios.

– Eu sei que não vou ser muito popular, mas a Fifa, como parte do seu estatuto, tem uma redação que diz que o futebol nunca pode ser usado para questões políticas e religiosas. Futebol é esporte. Estádio é um lugar que você vai para assistir a um jogo, torcer pelos jogadores, não para falar sobre política. Não é um fórum, é um estádio. Nós não vamos apoiar esse potencial de protestos. Nunca vamos permitir acontecer um protesto em um estádio. É um lugar que vamos para assistir futebol e não para protestar – afirmou, durante entrevista ao Seleção SporTV, do canal fechado Sportv.

Apesar das restrições, Valcke reconheceu que, em casos de manifestações verbais espontâneas dos torcedores, não há como impedir que elas sejam feitas, mas pediu "bom senso" ao público para evitar situações deste tipo. O dirigente se mostrou favorável aos protestos, desde que eles não sejam violentos, nem prejudiquem os jogos.

– Há muitos lugares que você pode falar, organizar seu protesto, mas não no estádio. Claro que não vamos controlar tudo. Potencialmente vão ter pessoas que vão trazer cartazes e expressar opinião no estádio, mas temos que proteger nosso evento. Temos que ter certeza que o que acontece no estádio é um jogo de futebol e temos que respeitar as outras pessoas que pagaram pelo ingresso. Sempre dissemos que estamos apoiando qualquer movimento, se não houver violência. O que pedimos é que nosso jogo não seja prejudicado. Que possa acontecer e possam jogar futebol nas melhores condições. Temos que respeitar as equipes que se classificaram, todos que estão envolvidos na competição – concluiu.

Tabela interativa da Série A: http://uniaotricolorba.com.br/tabelaseriea.asp


Fonte: Bahia Notícias

Foto: Agência Brasil