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‘Sensação de estar desprotegido’, diz Titi após ato de violência

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Titi repudia violência após treino: “Sensação de estar desprotegido”

Zagueiro do Bahia foi perseguido e teve o carro apedrejado por duas pessoas em uma moto na noite desta terça-feira, quando deixava o centro de treinamento do clube

Titi teve carro apedrejado na noite da última terça

O zagueiro Titi viveu momentos de tensão na noite desta terça-feira. Pouco depois de deixar o Fazendão, centro de treinamentos do Bahia, o jogador teve o carro apedrejado por duas pessoas que o aguardavam em uma moto. Os agressores ainda perseguiram o atleta até Vilas do Atlântico, bairro em Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador. Na manhã desta quarta,  Titi treinou normalmente e, após a atividade, condenou a atitude dos supostos torcedores do Bahia.

– A gente desaprova qualquer atitude de violência. Acho que atitudes como as que ocorreram comigo e com Maxi não condizem com o que é o torcedor do Bahia. A gente fica extremamente chateado, extremamente triste. São situações que desagradam os jogadores, a diretoria e os verdadeiros torcedores do Bahia. É lamentável. É uma situação que causa uma situação de intranquilidade. Fatos como esse só vêm a nos atrasar. A gente precisa do torcedor ao nosso lado para fazer um segundo turno melhor do que o primeiro. A gente é a favor que o torcedor venha, compareça, cobre de maneira civilizada – comentou o jogador.

De acordo com Titi, o ataque aconteceu a pouco mais de 200 metros da entrada do Fazendão. O atleta prestou queixa na polícia ainda na noite de terça e, segundo ele, tem recebido todo o apoio da diretoria do Bahia.

– Foi difícil, chato, sensação de estar desprotegido, mas a gente conta com o apoio da nossa diretoria. Esperamos que não aconteça mais. A gente está aqui tentando dar o nosso melhor, fazendo com que a marca Bahia se torne cada vez mais forte. Medo sim, mas a gente confia muito no trabalho da diretoria. As devidas precauções e providências já estão sendo tomadas. A gente está aqui em nosso centro de treinamento. A gente está se preparando para novos desafios, para fazer um segundo turno melhor. Isso não pode ocorrer – lamentou.

O técnico Gilson Kleina também falou sobre o episódio nesta quarta-feira. O treinador condenou a agressão e alertou para possíveis desfechos trágicos que poderiam surgir de outros episódios como este.

– Sobre o que aconteceu com Titi, eu condeno. Não posso concordar nunca. Ele é um atleta e não pode ser tratado como bandido. Tem que penalizar esses atos. E não vai ser dessa maneira, querendo pressionar a integridade física, que vai resolver nosso problema. Temos jogadores importantes, e o Titi é um deles. Ele estava sozinho, mas podia estar com a família e pode acontecer até de a gente perder um jogador – afirmou o treinador.

Esta não foi a primeira vez que um jogador do Bahia sofreu um ataque na saída do Fazendão. Recentemente, o argentino Maxi Biancucchi também teve o veículo apedrejado por supostos torcedores quando deixava o centro de treinamento.

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