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Setor ofensivo do Bahia é dor de cabeça para Enderson Moreira antes da final

Treinador teve desfalques nas semifinais contra o Ceará e precisou improvisar um ataque sem um nome de referência

Enderson Moreira comanda treino do Bahia no Fazendão (Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/EC Bahia)
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O técnico Enderson Moreira, que está há duas semanas no comando do Bahia, já descobriu o principal problema do time. Nas suas duas partidas treinando a equipe, o Tricolor venceu o Ceará por 1 a 0, fora de casa, e depois empatou com a equipe cearense por 0 a 0, na Arena Fonte Nova, pela semifinal da Copa do Nordeste. Nas duas partidas, o Bahia teve pouco poder ofensivo e deixou o torcedor na bronca, mas com a classificação para a decisão do campeonato regional. Enderson Moreira viu esse ponto como principal dificuldade e quer corrigir.

A primeira chance para demonstrar uma melhora será nesta quarta-feira (4), quando o Tricolor enfrenta o Sampaio Corrêa, em São Luís, na primeira partida da final da Copa do Nordeste.

O setor ofensivo do Bahia vem sendo alvo de críticas não somente por ter marcado apenas um gol em duas partidas. Nestes jogos, o Tricolor quase não agrediu o adversário, dentro ou fora de casa. Poucas chances foram construídas e quase todas foram desperdiçadas.

O técnico Enderson Moreira justificou a atuação ruim do setor ofensivo com os desfalques da equipe para a posição. Jogadores ofensivos importantes, como Edigar Junio, Júnior Brumado e Marco Antônio, estavam machucados. O atacante Kayke, que não vinha em grande fase, se lesionou no primeiro jogo contra o Ceará. E o recém-contratado Gilberto, que chegou com status de titular, não foi inscrito a tempo na Copa do Nordeste.

A única opção de Enderson Moreira para o comando do ataque foi o jovem Geovane Itinga, de apenas 20 anos e poucos jogos pelo time principal. Por isso, o técnico resolveu escalar a equipe sem um atacante de referência, mudando o tradicional 4-2-3-1, para escalar um 4-2-4, com a última linha formada por quatro jogadores alinhados e trocando constantemente de posição: Élber, Zé Rafael, Régis e Mena.

Porém, a mudança não foi efetiva nestes jogos, por conta da necessidade de alguns jogadores trocarem de função. Élber, que costuma jogar com velocidade pelas pontas, atuou a maior parte do tempo por dentro e não achou espaços, assim como Zé Rafael. Restrito ao lado esquerdo do ataque, Mena foi mais discreto. Régis conseguiu até criar alguns lances, mas não foi o suficiente para dar volume de jogo a equipe.

Após a segunda partida contra o Ceará, Enderson Moreira falou sobre os desfalques:

A cada dia que passa, a gente tem menos opção. Edigar Junio no departamento médico, Brumado, Kayke e o Gilberto, que não pode jogar. Você acha que a gente fica feliz em fazer esse tipo de improvisação? Não. Ninguém gosta. A gente tem uma série de situações que não são ideais, mas não tem como fazer. O que quero fazer, eu tenho na minha cabeça. Para muitos, jogar sempre bem é o objetivo e é o nosso objetivo também. Atuações, às vezes, a gente não consegue ter atuação fantástica. Mas tem que entender que são seres humanos. Temos que entender.

O treinador completou:

Para mim, o maior problema nosso é a questão ofensiva. A gente deixou de fazer um jogo melhor pela falta de peças. A gente tem o Itinga, que é um jogador jovem. Tenho muito cuidado para lançar um menino. Se lançar, e ele não der resposta positiva, pode condenar a trajetória dele no clube

A expectativa é que Júnior Brumado esteja à disposição para a partida dessa quarta-feira, contra o Sampaio Corrêa. O atacante se recuperou de lesão, está em processo de transição, e se tiver condições, poderá ser titular. Se ele não puder jogar, Enderson deve improvisar, mais uma vez, um jogador leve na posição. Neste caso, a dúvida é se o treinador irá manter o quarteto que atuou contra o Ceará, não rendeu, mas conseguiu algum entrosamento, ou se irá escalar alguém diferente.

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