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Tabu mantido, jejum quebrado – Via Elton Serra

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Tabu mantido, jejum quebrado

O final de semana para a dupla BaVi foi positivo, surpreendente e aliviante. Os dois venceram – o Vitória é vice-líder e o Bahia, pela primeira vez nos pontos corridos, aparece no G-10 – e ganharam a possibilidade de terminarem o período pré-Copa das Confederações em posições acima de suas expectativas.

O Vitória, jogando seu conhecido futebol de velocidade e passes longos, venceu o Vasco na sua volta ao Barradão e manteve a freguesia carioca: em nove jogos no Barradão, nove triunfos vermelho e preto. Alheio à crise cruzmaltina e aos erros do confuso trio de arbitragem, o Rubro-negro conquistou seu segundo triunfo consecutivo e, pela terceira vez nos pontos corridos, termina uma rodada na vice-liderança da Série A – assim como na 10ª rodada de 2008 e nas 2ª e 4ª rodadas de 2009.

O time de Caio Júnior, sempre consistente no 4-2-3-1, agora adotou uma versão também mais precavida: não marca mais adiantado como de costume, dando menos espaços para as jogadas de velocidade adversárias. Fruto desta pequena mudança de postura são os dois jogos consecutivos sem sofrer gols. O time não deixou de ser ofensivo e ganhou em Neto Coruja um ‘cão de guarda’ mais moderno que Michel, que sai menos para o ataque que o seu companheiro mais novo.

Valeu a aposta em Dinei, que voltou a ganhar confiança dentro da grande área a fazer o papel de pivô, uma de suas boas características. É o camisa nove que melhor funciona no esquema de Caio Júnior, abrindo espaços para as infiltrações de Maxi e Escudero, além de, também, prender a bola no campo de ataque quando necessário. Destaque também para Gabriel Paulista, menos ‘esquentado’ e mais seguro na defesa, e Wilson, goleiro que tenta a cada jogo superar as desconfianças.

O Bahia da “vitória maiúscula”, como ressaltou o técnico Cristóvão Borges, mostrou maturidade, comprometimento tático e, principalmente, atitude contra o Internacional. Marcou adiantado, usando a velocidade de Ryder e Marquinhos Gabriel, ‘quebrou’ o passe colorado e soube explorar os espaços dados pelo time de Dunga no primeiro tempo, sobretudo entre sua dupla de volantes e a linha de quatro defensiva. Contou com as inspirações de Ryder e Marcelo Lomba, além do oportunismo de Fernandão, para quebrar um tabu de 17 jogos sem vencer o Inter em Brasileiros (a última vez havia sido em 1990) e chegar à 10ª colocação na tabela.

O triunfo de domingo, obviamente, não apaga os defeitos que o time tricolor ainda possui. Continua a ‘rifar’ a bola e ter menos posse que seu adversário. No Brasileirão, devolver a bola para um time criativo pode ser fatal. Não se pode confiar somente numa partida feliz de seus goleiros, nem num chutão que pode dar certo no ataque. Tudo isto passa por uma requalificação do elenco, ainda frágil e sem boas peças em todos os setores. Não só de comprometimento tático e vontade de vencer pode sobreviver o time de Cristóvão Borges.

As torcidas de Vitória e Bahia esperam, no próximo final de semana, respirarem aliviadas com o início de Campeonato Brasileiro de ambos. Mas também sonhando com uma regularidade quando a Copa das Confederações acabar. Bons resultados (e boas administrações, vale ressaltar sempre) trazem o público de volta para o estádio. E, neste quesito, eles são campeões.

Fonte: iBahiaFC via Elton Serra. Em 03/06/2013

Imagens: Panorama Tricolor e Operários da web

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