Tiroteio verbal

Briga pela pasta: advogados falam sobre intervenção no Bahia, que é a terceira em três anos

Tarefa de Rátis é organizar as eleições e quer levantar lista de sócios em 15 dias


O processo de intervenção no Bahia coloca o torcedor no meio de tiroteio verbal. No mais novo capítulo, a desembargadora Lisbete Maria Teixeira Almeida Cézar Santos julgou improcedente o recurso e derrubou a liminar que mantinha Marcelo Guimarães Filho como presidente do Bahia desde março do ano passado. Cabe recurso no próprio Tribunal de Justiça da Bahia e, posteriormente, no Superior Tribunal de Justiça, em Brasília.

Nomeado pela terceira vez interventor do Bahia, Carlos Rátis já teve acesso a parte da lista de sócios do clube

O julgamento do relatório da desembargadora, votado favoravelmente pelos também desembargadores Edmilson Jataí e Edinalva Pimentel,  foi realizado na Segunda Câmara Cível. Já o desembargador Clésio Rômulo Carrilho Rosa disse ser torcedor do Vitória e optou por não participar.

Pela terceira vez em três anos, a decisão do juiz Paulo Albiani é válida e o advogado Carlos Eduardo Behrmann Rátis Martins é o interventor.

“Nós temos que ter um cuidado enorme porque nós podemos acabar com o futebol brasileiro. É ridículo”, diz o advogado Antonio Carlos Castro, o Kakay, um dos mais renomados do país e contratado por Marcelo Filho para o caso.

“São decisões fundamentadas. É uma questão que não teve influência que outras tiveram”, rebate o advogado Pedro Barachisio Lisboa, representante do sócio Jorge Maia, autor do processo. E cita liminar concedida na madrugada, em plantão, devolvendo poderes à diretoria e ao Conselho, novamente destituído.

Kakay vai entrar hoje ou depois com agravo (recurso jurídico), mas o prazo da diretoria é de 10 dias a partir da publicação da decisão no Diário Oficial do Judiciário. “Gostaria que ficasse nos limites da Bahia. Já há exposição desnecessária. Advogo para clubes, para a CBF e as pessoas dizem: ‘Meu Deus, o que não acontece na Bahia, não acontece em lugar algum do mundo’”.

Já Rátis, cuja tarefa é organizar as eleições, quer em “15 dias levantar a documentação dos sócios”. E lembra o “sumiço da CPU”, em 2012: “É inaceitável que o poder judiciário seja ridicularizado. Houve prática de um crime: descumprimento de ordem judicial”.


Tabela interativa da Série A com atualização online

http://uniaotricolorba.com.br/tabelaseriea.asp


Fonte: Marcelo Sant’Ana e Miro Palma – Correio*

Foto: Robson Mendes