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Troca intensa de técnicos marca primeiras rodadas do Brasileirão

Ao contrário de 2012, quando apenas um treinador perdeu emprego após quatro jogos no campeonato, clubes apostam em mudanças de comando

A tendência no Brasileirão 2012 foi a manutenção dos técnicos, tanto que nove clubes não demitiram seus comandantes do início ao fim da competição, um recorde na era dos pontos corridos. Neste ano, porém, as primeiras rodadas já fizeram quatro vítimas. Comparando com a temporada passada, apenas um técnico havia sido demitido a essa altura: Adilson Batista deixou o Atlético-GO após a segunda rodada. A quarta mudança só aconteceu depois da décima rodada. A julgar pela média de 2013, de uma demissão por rodada, a história deve mesmo ser outra.

Neste ano, o primeiro a cair depois de apenas duas partidas foi Muricy Ramalho, que estava no Santos há pouco mais de dois anos. Ele foi demitido em nome de uma reformulação após a também muito sentida saída do craque Neymar para o Barcelona. A diretoria elegeu o treinador do time sub-20, Claudinei Oliveira, como substituto, garantindo que ele não seria interino, mas já mudou de ideia e está buscando alguém mais experiente no mercado. Na rodada seguinte, foi a vez de Silas perder o emprego no Náutico. Neste meio de semana, Jorginho, do Flamengo, e Guto Ferreira, da Ponte Preta, não resistiram ao início ruim de suas equipes no Brasileiro. Os três clubes optaram momentaneamente por interinos, enquanto negociam com um novo treinador.

Em 2012, ao todo, foram 20 mudanças de comando, a menor também em dez anos de pontos corridos, uma tendência que vem baixando, com exceção de 2010, que teve 31 trocas. Em 2011 foram 22; em 2009, 23; em 2008, 27; em 2007, 24; em 2006, 28; e assim por diante. Além dos quatro que já perderam o emprego, outros técnicos foram ou vêm sendo muito questionados recentemente. Ney Franco teve que ouvir gritos de Muricy na derrota do São Paulo para o Goiás, enquanto Luxemburgo esteve prestes a ser demitido do Grêmio após a eliminação na Libertadores, mas foi mantido, e o time teve uma boa largada no Campeonato Brasileiro.

Na Série B, em que as mudanças de técnicos são bem mais constantes – foram 35 em 2012 -, também ocorreram quatro trocas até o momento. Bragantino, Ceará, Icasa e Paysandu não tiveram paciência com os trabalhos de Mazola Júnior, Leandro Campos, Francisco Diá e Lecheva, respectivamente. Vagner Benazzi assumiu o comando da equipe de Bragança Paulista, enquanto Givanildo Oliveira inicia sua jornada no Papão nesta sexta-feira. As equipes cearenses treinam sob o comando de interinos, por enquanto.

Fonte: Por Rodrigo Breves – GLOBOESPORTE.COM

Foto: Blog Trieventos