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Um ano de ‘Fernando Schmidt’ à frente do Bahia

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Fernando Schmidt completa um ano à frente do Bahia

Em conversa com A Tarde no Fazendão, Schmidt comenta a situação do Bahia

Diante de um cenário de medo, com o sério risco de rebaixamento, Fernando Schmidt completa nesta terça-feira, 9, um ano que assumiu este "novo Bahia", como ele mesmo gosta de ressaltar. Eleito o primeiro 'presidente democrático' da história tricolor em 7 de setembro de 2013, tomou posse no dia 9.

Agora, tem mais três meses pela frente. As novas eleições serão entre 1º e 15 de dezembro.  E neste curto tempo ele sabe que evitar o rebaixamento será crucial para que seu mandato entre para a história como um período que, de fato, recuperou o Bahia.

Até aqui, sua gestão, de um lado, promoveu a profissionalização da administração, construiu a transparência, com publicação mensal dos balancetes, e estancou o déficit e a crise financeira, com jogadores e funcionários agora recebendo salários em dia.

Do outro lado, porém, a execução no planejamento do futebol foi falha, com três diretores para um único cargo e 23 jogadores sendo contratados somente em 2014. Além disso, houve uma inadimplência e estagnação do quadro de sócios, que, há quatro meses, não avança da casa dos 24 mil, quando a meta era chegar ao fim do ano com 50 mil. De quebra, só 12,4 mil têm pago as mensalidades.

Um ano após tomar posse, uma parte importante das promessas de Fernando Schmidt foi concluída (vejo quadro acima). Os próprios adversários na eleição passada reconhecem o avanço. Contudo, criticam o futebol. Justamente a finalidade do Esporte Clube Bahia.

"O Bahia hoje é dirigido por pessoas bem intencionadas e avançou muito, principalmente na organização financeira. Reub Celestino (diretor administrativo-financeiro) conhece profundamente o que está fazendo. Contudo, o futebol está desastroso. Há uma ausência total de planejamento. Valton Pessoa (vice-presidente) tomou a frente do futebol, mas conhece muito pouco do assunto.  Presume-se que as contratações dos diretores de futebol foram mais pela amizade. William Machado  (diretor entre janeiro e março) era muito amigo de Valton", declarou Antônio Tillemont,  o segundo colocado na eleição de setembro passado.

Schmidt reconhece as falhas, mas explica: "As mudanças na direção de futebol atrapalharam, sim. Porém, pelas circunstâncias, foram inevitáveis. Agora, com Sidônio (assessor especial) e Valton afastados das decisões do futebol, veio a hora de fazer uma reformulação geral. Confio que vamos reagir. Temos um bom time, com a sexta melhor defesa do campeonato. Sabemos que os resultados esportivos influenciam a avaliação da torcida e afetam as demais áreas da gestão. Porém, continuo convicto de que é mais fácil dar certo com honestidade e organização".

Na sequência, afirma: "Encontrei o Bahia com zero de caixa e zero de patrimônio. Um ano depois, vou entregar o clube com auditoria contínua das contas, fluxo de caixa, plano de cargos e 24 mil sócios".

Sucessão

Um problema, no entanto, é que até os avanços na administração são prejudicados pelo fracasso no futebol. O quadro de sócios está estagnado e com 50% de inadimplência também pela irritação da torcida com as derrotas. "Não sejamos hipócritas: os resultados em campo influenciam. Tem torcedor que só se associa e paga mensalidade quando o time está ganhando" comentou o presidente.

Diante da crise no futebol, Schmidt sabe que os rumos da eleição de dezembro podem mudar. No momento lutando por novos contratos, em especial de patrocínio e cotas de TV, ele só quer começar a discutir sua sucessão a partir de outubro. O grupo de situação, portanto, segue sem candidato.

Temeroso, o presidente declara: "A revolução que o Bahia está promovendo corre riscos e o torcedor precisa ficar atento. Todos aqueles que participaram da gestão temerária que quase levou o Bahia à ruína podem estar querendo voltar".

Porém, até aqui, o único candidato declarado é Antônio Tillemont, que se apresenta como um homem de mais de 30 anos militando no futebol e independente politicamente. Virgílio Elísio (diretor de competições da CBF), assim como Paulo Maracajá (ex-presidente), ventilados como possíveis candidatos, não querem participar.

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