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Vai para a súmula! CBF não quer cartolas no vestiário dos árbitros

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CBF agora entrega cartola que vai ao vestiário do árbitro

A entidade trabalha para evitar especulações em torno de favorecimento a times

A entidade trabalha para evitar especulações em torno de favorecimento a times – Fernando Soutello/AGIF/Gazeta Press

"Antes da partida, o supervisor da equipe do Fluminense, Sr. Marcelo Penha, adentrou o vestiário da arbitragem para desejar bom jogo e perguntar se estava faltando algo para hidratação e alimentação".

O registro inusitado foi feito pelo juiz Thiago Peixoto depois da vitória de 1 a 0 do Fluminense sobre o Joinville, no último dia 9, no Maracanã. O dirigente do Flu não foi o único até aqui. O diretor de futebol do Goiás, Harley, também teve o seu nome constado na súmula nessas primeiras rodadas do Brasileiro. O recado da CBF é apenas um: a entidade não quer saber de cartolas no vestiário da arbitragem.

Mais do que assegurar tranquilidade para que os profissionais do apito possam desempenhar seus trabalhos, ela quer evitar qualquer eventual especulação motivada pela presença de dirigentes fora do espaço destinado aos seus clubes.

A recomendação faz, inclusive, parte da circular número 8 que vem sendo distribuída aos representantes dos times antes das partidas. O item 8 do documento estabelece ser proibida a visita da cartolagem a juízes e bandeirinhas.

"É uma forma de blindar, mas não é. É apenas a necessidade de zelar por aquele local. O árbitro não vai em vestiário da equipe. O torcedor também não vai. Cada lugar, o seu momento, a sua hora. O árbitro está concentrado, finalizando as orientações, tem que conseguir fazer a súmula, digitar o nome do jogador, então, não tem que ninguém ir lá", explica o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, ao ESPN.

"Ninguém vai ser mal de educado de expulsado, mas (a pessoa) vai ter o nome indicado na súmula, o jogo que isso aconteceu e o que foi fazer ali", completa.

Corrêa pretende assegurar, assim, que nenhuma "pessoa estranha" circule no vestiário da arbitragem.

O próprio fornecimento da circular 8 antes da partida, conforme vem acontecendo nesse início de campeonato, é uma forma, segundo ele, de evitar que os times digam posteriormente não terem sido informados a respeito.

"Pessoal sempre alega que não tem informação, que tem reunião o ano todo, não tem como se deslocar até a CBF. Sei que é difícil, alguns não repassam, então, a gente coloca tudo para eles, sem nenhuma despesa. Quando chegar determinado momento, não vai poder dizer ‘ah, eu não sabia disso', a imprensa falar, cobrar, dizer que não teve organização. Não teve isso. Na verdade, não tem novidade nenhuma, fomos acrescentando alguns itens ano a ano", finaliza Sérgio Corrêa.

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