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Zé Rafael declara: A gente não está surpreso com a campanha

Zé Rafael já deu três assistências e fez um gol em cinco rodadas na Série A (Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia)

Zé Rafael tem 23 anos e faz aniversário sexta-feira, dia 16. Profissional desde 2012, já havia conquistado títulos estaduais pelo Coritiba, sem ser protagonista, mas foi no Bahia que se encontrou. Campeão do Nordeste como titular, o meia tem se destacado neste início de Série A, com um gol e três assistências em cinco rodadas. Zé fala sobre o bom momento dele e do time, seus ídolos e o encanto pela torcida tricolor. O Bahia volta a jogar segunda-feira (12), quando visita o Grêmio, às 20h, em Porto Alegre.

O que explica este bom início do Bahia no Brasileirão?
Acho que está surpreendendo muita gente, principalmente os torcedores e clubes de fora. Mas a gente não está surpreso com isso. Estamos trabalhando forte desde o começo do ano justamente para chegar no Brasileiro e fazer um bom desempenho. Esse é o nosso planejamento, começar bem e terminar melhor ainda.

Em que ponto acha que ainda precisa evoluir, tanto você individualmente quanto o time?
Nosso time tem sempre que buscar evolução, sendo taticamente, fisicamente, tecnicamente. Tem sempre uma coisa ou outra que pode melhorar, e individualmente é a mesma coisa. Acho que estar sempre bem fisicamente ajuda demais, e ajudar o time vai ser importante demais. Buscar fazer um pouco mais de gols, né? Ser um pouco mais decisivo quando tiver oportunidade.

Esperava ter um início tão bom no Bahia, com tantos jogos?
Eu imaginava que seria muito mais difícil, pois chegar de um clube pequeno (Londrina) para disputar a vaga num clube grande é sempre complicado, mas graças a Deus, com muito trabalho, tive as oportunidades e fui dando o meu melhor para ter essa sequência que tenho hoje. Fico feliz pela oportunidade de mostrar meu futebol e espero continuar essa sequência boa que estou tendo.

Londrina, em 2016, ou Bahia neste ano: qual seu melhor momento da carreira e por quê?
Tive bons momentos no Londrina, mas acho que este ano a evolução é visível, até por eu estar numa equipe maior, né? Estou muito feliz por estar evoluindo, ajudando da melhor maneira que eu posso.

Você virou profissional em 2012, no Coritiba. Por que nunca se firmou lá? Guarda mágoa?
Acho que é questão de oportunidade e sequência de jogos. Para um atleta é importante ter oportunidade de jogar mais de um jogo em sequência, faz muita diferença. Eu acredito que meu maior problema tenha sido isso lá. Questão de ser muito novo, tinha muitos concorrentes lá na época, eram craques. Não tive a oportunidade de jogar tanto em sequência e acabei não tendo um bom rendimento. Não guardo mágoa, sei que foi uma fase importante para aprender, amadurecer muito e agora estou feliz no Bahia.

O Bahia tem Grêmio e Coritiba pela frente na sequência. Já pensou em como vai ser enfrentar o Coxa, agora pelo tricolor?
A gente tem uma sequência fora difícil. Primeiro o Grêmio, nosso próximo adversário. É um jogo muito complicado, a equipe deles está embalada. E depois o Coritiba. Nunca joguei contra o Coritiba, nem pelo Londrina. Mas estou empolgado, preparado e espero que possa fazer um grande jogo lá em Curitiba também, para que eu possa mostrar ainda mais um pouco do que eles perderam, né? (risos)

O que dá pra esperar do Bahia na Série A? Libertadores é sonho ou possibilidade?
Acredito que é uma possibilidade. Tudo é possível. É muito cedo para tirar conclusões, mas a nossa equipe está muito preparada, focada, determinada para fazer um grande campeonato e, por que não, no final dele estar classificado para uma Libertadores ou quem sabe até buscar um título, um tri brasileiro para o Bahia? É um sonho que todos temos e podemos, se acreditar e trabalhar muito, realizar.

Após ter passado pelo futebol paranaense e gaúcho, como é jogar e morar em Salvador?
O começo foi muito difícil pela questão do clima, mudança de estado, mas agora já está bem mais tranquilo, adaptado, me acostumei e estou muito feliz. Não conhecia o futebol nordestino pessoalmente e vejo que é totalmente diferente da visão que eu tinha antes.

A torcida do Bahia é realmente diferente?
É totalmente diferente dos outros lugares que passei. Por mais que as outras torcidas gostassem muito do clube, essa aqui é uma paixão diferente, é caloroso, contagiante a energia que transmitem pra gente. E eles são de extrema importância nesse campeonato. Acho que vão fazer a diferença a nosso favor e espero que continuem se unindo com a gente para podermos fazer um grande campeonato.

Qual seu ídolo no futebol?
Eu gostava muito de ver Kaká jogar. Peguei uma fase boa dele no Milan, Seleção Brasileira, tinha ele como espelho. Até via ele com características bem parecidas às minhas. Ronaldinho Gaúcho, né? Não tem nem o que falar, a gente sabe o craque que ele é. E Ronaldo Fenômeno não tem palavras pra descrever o que ele fez pelo futebol e o tamanho do atleta que ele foi. De referência que eu tive mais próximo trabalhando foi Alex. Mesmo com idade avançada, sempre muito dedicado, treinando muito e focado nas qualidades que ele tinha de melhor. Me mostrou muitos caminhos. Para mim ele é um ídolo.

Seu contrato é de 3 anos, quais seus objetivos no clube?
Meus objetivos são conquistar. Já foi a Copa do Nordeste, queria ter ganho o Baiano e infelizmente não ganhamos. Fazer algo grande agora no Brasileiro. Quem sabe um título, Libertadores ou Sul-Americana.

Fonte: Correio 24 Horas

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