Nos pênaltis e na raça, Costa Rica, do herói Navas, elimina a Grécia e avança

Com um homem a menos desde o segundo tempo, equipe centro-americana resiste à pressão grega e passa as quartas pela primeira vez na história

O maior mérito da Costa Rica foi exatamente a maior qualidade da Grécia: saber resistir. Mesmo com um homem a menos durante toda a prorrogação e boa parte do segundo tempo. O time de Bryan Ruiz, Joel Campbell, Bolaños e do novo herói nacional, Navas, está na história da Costa Rica. Independentemente do que aconteça contra a Holanda. A vitória dramática sobre a Grécia, nos pênaltis, após empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, garantiu a inédita classificação às quartas de final da Copa do Mundo. Brilhou Navas, que defendeu a cobrança de Gekas, quarta dos gregos, além de outras milagrosas com a bola rolando. O zagueiro Umaña selou a vitória por 5 a 3 da marca da cal. Uma vitória que havia escapado aos 45 minutos do segundo tempo, quando Sokratis achou o gol grego já nos acréscimos; Ruiz abriu o placar.

A comemoração após a cobrança de Umaña foi digna de título. Mais uma. Na mesma Arena Pernambuco, a Costa Rica voltou a surpreender o mundo ao bater a Itália e se classificar por antecipação no grupo da morte. O triunfo sobre o Uruguai na estreia, outro feito surpreendente, foi também um momento com cara de conquista. Pode ser até injusto dizer. Mas a Costa Rica já ganhou sua Copa do Mundo. No próximo sábado, na Arena Fonte Nova, em Salvador, tentará o milagre diante dos holandeses.

Navas é festejado pelos companheiros após vaga garantida nas quartas de final da Copa 2014

Muralha grega leva vantagem, e placar fica zerado

O ritmo cadenciado do primeiro tempo favoreceu mais a Grécia. Apesar do certo equilíbrio denunciado no placar de 0 a 0, o time europeu soube se defender e, surpreendentemente, atacar melhor que a Costa Rica. Aos 36 minutos, Salpingidis desperdiçou a única grande oportunidade da primeira etapa. Navas desviou o chute cruzado do atacante dentro da área, após cruzamento de Cholevas. Arrancou suspiros do público. Um momento raro em toda a primeira etapa.

A Grécia cumpriu a cartilha. Bem postada na defesa, organizada no meio. Na medida do possível, perigosa nos contra-ataques. Único homem à frente da linha da bola, Samaras mostrou qualidade. O atacante do Celtic soube bem o que fazer com a bola, mesmo quando não tinha chance de finalizar.

Esperava-se mais da Costa Rica. Sobretudo do setor ofensivo, da dupla Bryan Ruiz e Joel Campbell. Um chute perigoso de Bolaños, fruto de uma boa trama no ataque, foi o único momento de inspiração. O ritmo do primeiro tempo acabou frustrando a torcida, que não economizou nas vaias na descida para o intervalo.

Campbell não consegue levar vantagem sobre defesa grega, de Maniatis, na primeira etapa

Costa Rica na frente, expulsão e, de novo, gol grego dramático

Talvez a reclamação do público tenha surtido efeito. Talvez tenha sido só mais uma ironia do futebol. O ferrolho grego, a muralha, apenas assistiu Bolaños rolar a bola para Bryan Ruiz na entrada da área. Desmarcado, o atacante do PSV emendou o chute no cantinho do goleiro Karneziz, imóvel. Pareceu um gol em câmera lenta. O segundo de Ruiz na Copa. O segundo na Arena Pernambuco.

Óscar Duarte é expulso da partida

Desvantagem assimilida, o técnico Fernando Santos resolveu mexer na Grécia. Saiu o volante Samaris para a entrada do atacante Mitroglou. Àquela altura, buscar o ataque era a única alternativa. Ainda mais depois que o zagueiro Duarte foi expulso. Ele já tinha amarelo e deu uma entrada dura em Cholevas aos 20 minutos.

Com um homem a mais, a Grécia se lançou de vez à frente. Martelou até o fim. Seguiu fiel ao princípio de nunca desistir. Acreditar sempre. Até o último segundo. Como em um flashback, o time helênico repetiu a façanha vista na última rodada da fase de grupos. O gol de empate saiu já nos acréscimos. Assim como o gol da classificação no Grupo C, contra a Costa do Marfim. Daquela vez, Samaras. Desta vez, Sokratis. Foi o zagueiro que aproveitou o rebote do goleiro Navas, após a finalização de Gekas. Mais um gol com espírito grego. Antes da prorrogação, Navas ainda precisou fazer uma grande defesa numa cabeçada de Mitroglou. Quase acontece a virada.

Sokratis desaba após o gol de empate da Grécia nos descontos do segundo tempo

Grécia pressiona, e Navas segura empate na prorrogação

O primeiro tempo da prorrogação correu sem maiores emoções. A vantagem numérica conduzia a Grécia de maneira mais incisiva ao ataque, mas as chances não apareceram. Um ou outro lance exigiu dos goleiros. No lance mais perigo, Navas evitou o gol contra de Umeña logo no primeiro minuto.

A segunda parte seguia o mesmo enredo. Cada vez mais tensa, obviamente. Os costarriquenhos tentavam se multiplicar para amenizar a perda de Duarte. Os gregos se sentiam na obrigação de aproveitar a vantagem, antes dos pênaltis. Aos 7 minutos, um contra-ataque da equipe europeia abriu a porta da vitória. Cinco contra dois. Era a chance. Torodisis recebeu na área e chutou cruzado. Navas espalmou.

Um lance mais espetacular viria nos acréscimos. Mitroglou teve a classificação nos pés, mas perdeu o gol dentro da área. Fez-se a vontade da torcida brasileira - maioria absoluta no estádio -  que comemorou o apito final como um gol. Para ter o prazer de ver os pênaltis.

Navas é o principal responsável por garantir o empate costarriquenho na prorrogação

Navas volta a ser decisivo nos pênaltis

As equipes mostraram competência nas cobranças de pênaltis. Pelo lado costarriquenho, Celso Borges, Bryan Ruiz, Giancarlo González e Campbell tratavam de sempre deixar o time centro-americano em vantagem. Nas três primeiras cobranças gregas, Mitroglou, Christodoulopoulos e Cholevas mantiveram a igualdade. No quarto pênalti para os europeus, Gekas bateu e Navas voou para pegar. Bastou ao zagueiro Umaña, um dos destaques dos Ticos no Mundial, confirmar a sua cobrança para iniciar a festa. Agora, a surpresa da Copa 2014 tem a Holanda no caminho.

Na disputa Navas x Karnezis, melhor para costarriquenho, que pegou pênalti de Gekas


Costa Rica (5) 1 x 1 (3) Grécia

Copa do Mundo – Oitavas de Final


Local: Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata (PE)

Data: 29 de junho de 2014, domingo

Horário: 17h (de Brasília)

Árbitro: Benjamin Williams (AUS)

Assistentes: Matthew Cream (AUS) e Hakan Anaz (AUS)

Público: 41.242 espectadores

Cartões amarelos: Costa Rica: Tejeda, Granados, Bryan Ruiz e Navas; Grécia: Samaris e Manolas

Cartão vermelho: Duarte (Costa Rica)

Gols: Costa Rica: Bryan Ruiz, 6’ 2º T; Grécia: Sokratis 45’ 2º T

Pênaltis:

País

Borges

Bryan Ruiz

González

Campbell

Umanã

Costa Rica

O

O

O

O

O

País

Mitroglou

Christodoulopoulos

Cholevas

Gekas

Grécia

O

O

O

X

Costa Rica: Navas; Duarte, González e Umaña; Gamboa (Acosta), Borges, Tejeda (Cubero) e Díaz; Bryan Ruiz e Bolaños (Brenes); Campbell

Técnico: Jorge Luís Pinto

Grécia: Karnezis; Torosidis, Manolas, Sokratis e Cholevas; Maniatis (Katsouranis) e Samaris (Mitroglou); Salpingidis (Gekas), Karagounis e Christodoulopoulos; Samaras

Técnico: Fernando Santos

O CARA

Keylor Navas

O melhor momento do primeiro tempo: Navas salva chute de Salpingidis

Navas segurou a Grécia durante quase todo o jogo, fez duas defesas dificílimas, uma delas no último lance da prorrogação, e ainda pegou um dos pênaltis, possibilitando que Umaña classificasse a Costa Rica. Os Ticos chegaram pela primeira vez às quartas de final, e em cada passo da caminhada até aqui contou com grandes atuações do goleiro.

OS GOLS

7’/2T: GOL DA COSTA RICA!

Bolaños toca para Bryan Ruiz, que bate sem jeito na bola, mas acaba colocando curva estranha na bola, tirando do alcance de Karnezis e mandando no canto esquerdo rasteiro.

46’/2T: GOL DA GRÉCIA!

Gekas chuta forte, Navas faz ótima defesa, mas dando rebote para dentro da área, e Sokratis aproveita para mandar para a rede e empatar no fim do jogo.

Cobranças de pênalti - Costa Rica 5×3 Grécia

1ª cobrança da Costa Rica:

Gol! Celso Borges bate forte, no meio do gol, e Karnezis cai à direita.

1ª cobrança da Grécia:

Gol! Mitroglou, com direito a paradinha, bate bem, no canto esquerdo, e Navas vai para o lado contrário.

2ª cobrança da Costa Rica:

Gol! Bryan Ruiz bate no alto, no meio do gol, e Karnezis mais uma vez escolhe o lado direito.

2ª cobrança da Grécia:

Gol! Lazaros bate no canto esquerdo, e Navas cai para o lado oposto.

3ª cobrança da Costa Rica:

Gol! González bate no meio do gol, e Karnezis cai novamente para a direita!

3ª cobrança da Grécia:

Gol! Holebas bate bem, no canto esquerdo. Navas foi para o lado certo, mas não alcançou.

4ª cobrança da Costa Rica:

Gol! Joel Campbell bate rasteiro, no canto direito, e Karnezis cai para o lado errado.

4ª cobrança da Grécia:

Perdeu! Gekas bate à direita, e Keylor Navas espalma, de mão trocada.

5ª cobrança da Costa Rica:

Gol! Umaña bate no ângulo direito de Karnezis, que acerta o canto, mas não chega à bola. Os Ticos estão nas quartas!

A TÁTICA

Escalações iniciais de Costa Rica e Grécia

A Costa Rica, apesar de contar com cinco defensores, não tinha um esquema defensivo. Borges e Tejeda tiveram relativa liberdade para avançar, Ruiz caía pelo centro assim como pela ponta direita, e Bolaños também atacava pela esquerda. Campbell, como nos outros jogos, ficava isolado na frente. Já a Grécia tinha uma linha de quatro defensores, Samaris à frente, e o restante dos meio-campistas fazendo outra linha, quando a equipe não tinha a bola. Samaras, a exemplo de Campbell, também ficava como a referência na frente.

A ESTATÍSTICA

145

Com os dois gols do empate no tempo normal desta partida, a Copa no Brasil chegou a 145 gols, o mesmo número alcançado durante toda a edição passada, em 2010, na África do Sul.

ATUAÇÕES: Navas brilha em histórica vaga nas quartas e "salva" Duarte

Zagueiro expulso na metade do segundo tempo prejudica Costa Rica, que vê Grécia empatar e levar jogo à prorrogação. Goleiro se destaca nos pênaltis e sai como herói

NAVAS - GOLEIRO

Passou o primeiro tempo inteiro praticamente sem ser incomodado. Aos 36 da etapa inicial evitou o gol num chute de Salpingidis dentro da pequena área. Quando o time ficou com um homem a menos, segurou como deu a pressão grega, não teve culpa no gol, e evitou outros dois. Foi decisivo ainda ao defender o pênalti na cobrança de Gekas, garantindo a classificação inédita.

Nota: 8,5

GAMBOA - LATERAL-DIREITO

Ficou preso por conta das investidas pela direita, principalmente com Cholevas, e chegou pouco ao ataque. Foi substituído pelo lateral Acosta, quando o técnico precisou repor o gás da defesa.

Nota: 6,0

ACOSTA – LATERAL-DIREITO

Entrou para tentar renovar o fôlego na lateral-direita. Chegou a tentar, quando pode, puxar algumas jogadas de ataque, mas passou o maior tempo defendendo.

Nota: 6,0

DUARTE - ZAGUEIRO

Vinha tendo a mesma atuação dos outros dois zagueiros do time. Tomou um cartão amarelo ao parar um ataque de Christodoulopoulos, no primeiro tempo. Aos 21 do segundo, tomou o vermelho por uma falta na intermediária e trouxe a Grécia novamente para o jogo, até sair o empate.

Nota: 4,0

GONZÁLEZ - ZAGUEIRO

Assim como seu companheiro de zaga, teve trabalho apenas para marcar Samaras no primeiro tempo. Chegou a ser afobado em alguns lances desnecessários. No segundo tempo e prorrogação, também esteve firme durante a pressão.

Nota: 7,0

UMAÑA - ZAGUEIRO

Foi pouco acionado no primeiro tempo, mas depois precisou se sacrificar após a expulsão de Duarte e esteve bem durante o primeiro tempo e na pressão grega na etapa final. Não teve culpa no gol do empate e deu conta da pressão final. Converteu o último pênalti – o da classificação.

Nota: 7,5

DÍAZ - LATERAL-ESQUERDO

Chegou pouco ao ataque e se preocupou mais em marcar Salpingids, homem de ataque mais lúcido da Grécia. Quando o time ficou com um homem a menos se tornou, praticamente, em mais um zagueiro.

Nota: 6,0

BORGES - VOLANTE

Teve uma das melhores chances do primeiro tempo, quando errou o passe num contra-ataque. Foi sólido na marcação quando o time precisou, ao ficar com um a menos.

Nota: 6,0

TEJEDA - VOLANTE

A falta de poder ofensivo da Grécia, no primeiro tempo, acabou ajudando seu trabalho de reforçar a marcação no meio-campo. Foi substituído aos 19 minutos do segundo tempo, quando o time ainda vencia por 1 a 0.

Nota: 6,0

CUBERO – VOLANTE

Entrou aos 19 minutos do segundo tempo no lugar de Tejeda, ainda quando o time vencia. Não teve espaço, muito menos tempo, para tentar construir jogadas de ataque e marcou como pode a Grécia nos momentos de pressão.

Nota: 6,0

BOLAÑOS - MEIA

Foi dele o único chute a gol da Costa Rica no primeiro tempo. Também procurou se movimentar e, quando pode, cruzou duas bolas para a área. Foi dele o passe para o gol de Bryan Ruiz. Cansou e foi substituído por Brenes.

Nota: 7,0

BRENES – ATACANTE

Entrou para aos 38 do segundo tempo para tentar puxar contra-ataque e ajudou bastante o sistema defensivo. Chegou a ter uma chance na etapa final da prorrogação, mas bateu para fora.

Nota: 7,0

BRYAN RUIZ - MEIA

Nem de longe lembrou o meia criativo que decidiu o jogo contra a Itália, aqui na mesma Arena Pernambuco. No entanto, não se omitiu, e aos 6 do segundo tempo, abriu o placar num chute de fora da área. Assim como todo o time, se sacrificou para ajudar na marcação após a expulsão de Duarte.

Nota: 8,0

CAMPBELL - ATACANTE

Jogou muito afastado da área e teve dificuldades para chegar ao gol. Não deixou de brigar, mas não conseguiu ser efetivo quando a bola chegou. Quando o time perdeu Duarte, expulso, ficou ainda mais isolado. Mesmo sem fôlego, tentou puxar contra-ataques durante a prorrogação.

Nota: 7,0

KARNEZYS - GOLEIRO

Não precisou nem trocar de roupa no intervalo do primeiro tempo. Foi um mero espectador do jogo. Até na hora do gol de Ruiz, ficou apenas olhando a bola entrar no canto esquerdo. No segundo foi mais espectador ainda, já que a Costa Rica, com um a menos, se preocupou mais em se defender para não tomar a virada.

Nota: 6,0

TOROSIDIS – LATERAL-DIREITO

Não teve a mesma disposição do seu companheiro da outra lateral e procurou marcar mais do que investir no ataque. Foi bastante discreto até mesmo quando sua equipe passou a pressionar na etapa final.

Nota: 6,0

SOKRATIS - ZAGUEIRO

Como zagueiro, fez o que se esperava: conseguiu segurar o ataque rival. Mas se tornou um herói grego aos 45 do segundo tempo, quando abandonou a defesa e foi ao ataque para empatar a partida numa bola que sobrou dentro da área. No final, voltou a se lançar ao ataque outras vezes. Correu como ninguém.

Nota: 8,0

MANOLAS - ZAGUEIRO

Começou o jogo nervoso e entregou uma bola na saída, mas depois se recuperou e conseguiu segurar os costarriquenhos. Após a expulsão de Duarte, praticamente não foi incomodado.

Nota: 6,0

CHOLEVAS - LATERAL-ESQUERDO

Além de seguro na marcação, foi a válvula de escape da Grécia para iniciar jogadas de ataque. Foi dele o cruzamento para o melhor lance de ataque do primeiro tempo, quando Salpingidis parou no goleiro Navas. Manteve o mesmo fôlego até o final do jogo. Foi um dos mais lúcidos do time.

Nota: 7,5

KARAGOUNIS - VOLANTE

Foi o que se espera de um capitão e de um cabeça-de-área, Marcou, chamou o time, tentando motivá-lo principalmente após o gol de Bryan Ruiz, e ainda tentou armar jogadas de ataque. Parou apenas pela ausência de técnica. Mas vontade não faltou.

Nota: 6,5

MANIATIS - VOLANTE

Teve uma atuação segura no primeiro tempo, mas sofreu um apagão no momento do gol de Bryan Ruiz, logo aos 6 minutos do primeiro tempo, deixando o costarriquenho livre para chutar da entrada da área.

Nota: 5,0

KATSOURANIS – MEIA

Entrou aos 32 do segundo tempo no lugar de Maniatis, mas também não rendeu o esperado. Não conseguiu dar um chute a gol.

Nota: 5,0

SAMARIS – MEIA

Marcou, marcou e...marcou. Quando tentou um chute a gol, mandou a bola pela lateral. Quando o técnico precisou por o time para frente, ele foi o escolhido para deixar o campo para a entrada de Mitroglou, aos 12 do segundo tempo.

Nota: 5,0

MITROGLOU – ATACANTE

Teve a chance de matar o jogo no último minuto da prorrogação, mas o goleiro costarriquenho fez uma defesa milagrosa, desviando o chute para escanteio. Antes, já havia levado perigo de cabeça. Sobrou vontade na mesma proporção que faltou qualidade de um camisa 9.

Nota: 6,0

CHRISTODOULOPOULOS - MEIA

No primeiro tempo, foi mais fácil soletrar o seu nome do que vê-lo jogar. Foi bastante tímido para um meia e não conseguiu municiar Samaras, que ficou isolado no ataque. A partir da expulsão, passou a jogar mais aberto, como um ponta, e cresceu no jogo.

Nota: 7,0

SALPINGIDIS – ATACANTE

Teve a melhor chance do primeiro tempo, mas acabou parando na grande defesa do goleiro costarriquenho. Correu bastante e foi substituído por Gekas aos 23 do segundo tempo.

Nota: 6,5

GEKAS – ATACANTE

Entrou logo após a expulsão do zagueiro costarriquenho aos 23 minutos no lugar de Salpingids. Ficou plantado na área e se esperava mais dele. Principalmente na cobrança de pênalti que desperdiçou.

Nota: 5,0

SAMARAS - ATACANTE

Mesmo grandalhão, ficou isolado no meio dos três zagueiros da Costa Rica e não conseguiu levar perigo. Porém, não deixou de brigar. Chegou até dividir bolas com o goleiro numa saída de jogo. Com a entrada de outros atacantes, passou a jogar aberto e armando jogadas. Melhorou em campo, mas na prorrogação já não tinha mais fôlego para ajudar.

Nota: 6,0


Fonte: Lucas Fitipaldi e Chico Feitosa/GE.COM - Leonardo de Escudeiro/Trivela

Foto: AP - Getty Images – EFE – Reuters AP Photo/Hassan Ammar