Nenhum reforço foi tão frustrante para o Bahia na útima temporada do que Thiago Ribeiro, emprestado pelo Santos.

O atacante de 31 anos chegou ao clube com o salário de R$ 270 mil bancado integralmente pela diretoria tricolor, mas desapontou em campo, foi afastado em julho e acabou treinando em separado praticamente todo o segundo semestre. A decisão amadurecida ao longo do tempo e tomada após derrota em casa para o Vila Nova-GO, pela Série B, teve como fator primordial o vestiário.

"Os próprios jogadores iam dar nele se a gente deixa", afirmou o presidente Marcelo Sant'Ana, durante mesa de debate em evento da Universidade do Futebol, no Museu do Futebol, em São Paulo.

"Ele foi a nossa maior contratação, tinha feito nove gols na Série A (pelo Atlético-MG, em 2015), mas não teve comprometimento, a gente via isso, todos viam e, mesmo com potencial, serviria apenas para levar o bicho dos outros. Por isso, a gente tirou, eu tirei", completou.

Conforme apurado pelo ESPN.com.br, Thiago Ribeiro chegou a ser procurado pelo Independiente-ARG, mas viu detalhes burocráticos melarem um possível acordo.

O exemplo foi dado por Sant'Ana ao ser perguntado sobre o pênalti desperdiçado pelo centroavante Hernane 'Brocador' contra o Galícia, pelo Campeonato Baiano, no último fim de semana, e fazer contraponto sobre o seu comportamento.

O mandatário revelou ter tido conversa com o camisa 9 sobre o assunto no último domingo à noite.

Destacou a sua postura internamente, mas ponderou a necessidade de uma cobrança com cavadinha num momento em que, após um início de temporada claudicante, ele vinha de dois gols contra o Moto Club, na Copa do Nordeste. Ouviu como resposta que não houve reclamação quando ele finalizou da mesma forma contra o Sampaio Corrêa, na reta final da Série B, no ano passado.

Sem clima no Fazendão, Thiago Ribeiro chegou a alegar depressão para explicar a sua má fase e foi devolvido ao Santos ao fim da temporada.

Fonte: ESPN Brasil