AI-5 Tricolor. ‘DEMOCRADURAS’

AI-5 Tricolor. 'DEMOCRADURAS'

Dentro da política de isenção total, onde a expressão: “OPINIÃO COM INDEPENDÊNCIA” é levada ao pé da letra, publicamos agora a carta do Conselheiro do Esporte Clube Bahia César Oliveira enviou ao site Bahia Notícias no último dia 17, e que estranhamente foi retirada do ar pouco tempo depois.

Infelizmente, assistimos a mais um momento de despotismo político, pressão empresarial e imposição cartorial. A palavra DEMOCRACIA, realmente, se recusa a fazer parte das hostis Tricolores.

Aqui na UTB – União Tricolor Bahia, AS PORTAS ESTÃO ABERTAS A TODOS. A informação estará sempre em primeiro lugar. Nossas CONSCIÊNCIAS não estão à venda.

A prova da publicação, retirada pouco tempo depois

Abaixo a íntegra do Documento:     

 

Carta do Conselheiro do Esporte Clube Bahia César Oliveira

Salvador, 17 de julho de 2013.

CARTA ABERTA À NAÇÃO TRICOLOR,

Há mais de vinte e cinco anos eu venho dedicando parcela significativa da minha vida ao Esporte Clube Bahia, colocando os seus augustos interesses acima de quaisquer outras considerações ou vantagens.

Por três legislaturas seguidas, fui conselheiro do muito amado Esporte Clube Bahia, chegando, inclusive, a ser seu Vice-Presidente Jurídico, com muita honra e sem receber um tostão sequer.

Fui o primeiro a falar em intervenção, até porque, na condição de advogado do falecido Deputado Ney Ferreira, patrocinei a intervenção judicial no Esporte Clube Vitória, nos idos de 1992, conforme muitos se lembram.

Por essa posição, de indomável e intransigente defesa dos interesses do “Esquadrão de Aço”, já respondi, inclusive, a dois processos judiciais, naturalmente, devidamente arquivados.

Acerca de seis meses, pouco mais ou menos, reunifiquei parcela significativa da oposição, majoritária, até, no sentido de lutarmos pela democratização do Esporte Clube Bahia. Nesse sentido, convidamos os companheiros Rui Cordeiro, grande prócer do Clube, sendo duas vezes candidato à sua presidência; Alberto Souza Aquino, empresário, advogado e tricolor fanático; Luiz Gabriel Batista Neves, jovem advogado criminalista, presidente do Conselho Consultivo de Jovens Advogados da OAB-BA e tricolor de arquibancada; Hermes Hilarião Teixeira Neto, jovem advogado eleitoral, Diretor do Conselho Consultivo de Jovens Advogados da OAB-BA, Procurador do município de Alagoinhas/BA e de família tricolor há três gerações; Alexandre Valente, jovem e brilhante advogado militante que sempre demonstrou grande paixão não somente com o clube, mas também com a causa.

Sabendo que a questão intervencionista estava passível de julgamento no Egrégio Tribunal de Justiça no Estado da Bahia, todos passamos a pugnar, na condição de torcedores apaixonados, que o caso fosse julgado, seja no âmbito tribunalício, seja na primeira instância, na tentativa de unir as oposições ao atual modelo que vige no Esporte Clube Bahia.

Obtivemos êxito no nosso propósito e, consequentemente, o juiz decretou a intervenção.

Desde o primeiro momento, entretanto, podemos todos constatar a ingerência política e partidária na intervenção do clube, com o surgimento, do nada, do empresário Sidônio Palmeira que, de uma hora para outra, passou a arvorar-se de patrono da intervenção, recorrendo sempre ao nome do Governador Jaques Wagner como sendo o seu mentor.

Outras forças políticas e empresariais passaram a dominar a intervenção, a exemplo de Fernando Schimidt, de um empreiteiro de prenome Pablo e outros coadjuvantes que não se inibem em proclamarem publicamente como sendo guiados pela liderança do Governador Jaques Wagner e seu grupo político.

Nunca o Esporte Clube Bahia se viu à mercê do governante de plantão: nem Osório Villas Boas, maior liderança do Esporte Clube Bahia em todos os tempos, nem Paulo Maracajá jamais permitiram isso, resolvendo que as coisas do Esporte Clube Bahia se solucionariam internamente.

A intervenção no Esporte Clube Bahia vai de mal a pior: sem recursos financeiros de nenhuma ordem, sem organização, sem vontade política, sem ouvir a corrente oposicionista majoritária e tradicional, tratando-a como adversários (?), se não inimigos, o certo é que a nau tricolor segue à deriva, com Sidônio Palmeira, um inexperiente marinheiro, querendo ditar as regras, definir candidaturas, nomear diretores, cooptar lideranças, vetar nomes.

Nunca participei e nem participarei de um golpe político-partidário que objetiva, tão somente, colocar o grupo do Governador no poder, conforme, aliás, publicamente colocado pelo grupo de Sidônio.

O nosso grupo repudia esse estado de coisas, decidindo, por unanimidade, nos afastarmos desse tipo de intervenção partidária, parcial e facciosa, voltada exclusivamente para fazer de um candidato, sem votos e sem liderança popular, presidente do Esporte Clube Bahia, em uma total inversão do que deveria ser o procedimento interventório, que, pelo desejo da imensa torcida tricolor, se faria democrático, masculino, feminino e plural, como diria nosso o ilustre tricolor Caetano Veloso.

Nós, contudo, não temos nenhum tipo de interesse, que não seja o Esporte Clube Bahia como prioridade. Não referendaremos uma pseudo alteração estatutária que, nos moldes de Sidônio Palmeira, Fernado Schimidt e Pablo, pretende elitizar ainda mais o clube, deslocando o eixo de poder para uma meia-dúzia de ricos, ou autoproclamado ricos, trocando seis por meia-dúzia.

A torcida tricolor nos conhece, e sabe que não desertaremos da luta nem nos quedaremos perante qualquer poderoso de plantão, seja ele do PT, do PSDB ou de qualquer outro partido político que, em si, por definição, só deseja o poder.

A luta continua.

César Oliveira

Conselheiro do Esporte Clube Bahia 


Tabela interativa da Série A com atualização online


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