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Mesmo admitindo fase ruim, Cláudio Prates garante que ninguém está fazendo corpo mole

Técnico interino comandou o Bahia no empate em 3 a 3 com o Botafogo, neste domingo (10)

Cláudio Prates concede entrevista coletiva (Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/EC Bahia)
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Neste domingo (10), o Bahia empatou em 3 a 3 com o Botafogo, na Arena Fonte Nova, pelo Campeonato Brasileiro. Em entrevista coletiva após a partida, o técnico interino Cláudio Prates reconheceu o mau momento da equipe. Mesmo com um a mais desde o final do primeiro tempo, o Tricolor não conseguiu o triunfo e chega agora a quatro jogos sem vencer:

A gente não pode fazer paliativos. A fase não está boa. No jogo anterior, a gente não merecia perder. E, quando a fase não está boa, acontece o que aconteceu. O Elton errou o gol, e a gente tomou o gol [contra o Paraná]. O que ressalto é que lá a gente teve chance com Lucas aos 42 minutos [de ganhar o jogo]. E aqui a gente teve o empate. Isso seria muito ruim da nossa parte se não admitisse fase ruim da nossa equipe. A gente não está legal. Estou à frente desse grupo, e é impressionante o que eles tentam melhorar. A gente tem que continuar tentando. Nada vai impedir que, na quarta-feira, essa fase mude. Olhe onde a falta entrou. Estou feliz pelo grupo que estou dirigindo e o potencial de crescimento que nós temos

Porém, Cláudio Prates garantiu que os jogadores do Bahia tem se empenhado para mudar a situação da equipe, que segue como vice-lanterna do Campeonato Brasileiro:

Quando a gente começou a dominar o jogo com um jogador a mais, tomou o gol. O que a gente não pode é colocar o grupo para baixo. Sabemos que temos homens. Essa é a hora de falar pouco e trabalhar muito. Essa semana foi cobrada atitude após o jogo de Curitiba, e eles responderam. Sei que, para a torcida, é horrível; para vocês da imprensa, é horrível analisar sem ser o placar. Temos muita coisa a melhorar. E o grupo está consciente. Fechamos, agradecimentos a todos, e amanhã temos que trabalhar para melhorar. A gente tem que sair dessa zona.

Ao ser perguntado sobre as carências no elenco, Cláudio Prates preferiu deixar a resposta com a diretoria do Tricolor:

Isso aí a gente conversa internamente, deixa essa questão para a diretoria. O Diego [Cerri], o presidente, estão trabalhando muito. Acredito que nessa semana, principalmente na parada da Copa, a gente vai conseguir arrumar a casa. A gente tem um grupo qualificado. A cobrança é justa, mas ninguém está se omitindo; está dando a cara a tapa. O pessoal não está brincando, está fazendo o seu melhor. Mas a fase está ruim. Não vou colocar muletas em números, mas tem dois jogos que a gente tem o triplo de finalização e não consegue marcar os gols. Isso tudo a gente sabe que está acontecendo, e eles sabem, se cobram o dia inteiro. Ninguém está de corpo mole dentro do clube. Todo mundo está se cobrando. Hoje fiz uma pergunta. Será quer todo mundo acha que a gente pode estar numa situação melhor e a gente não está? A resposta foi unânime para buscar.

O próximo desafio do Bahia pelo Brasileirão será na próxima quarta-feira (13), contra o Corinthians, na Arena Fonte Nova.

Confira o que Cláudio Prates falou em entrevista coletiva

Troca de Régis por Allione
– A gente está trabalhando há um tempo com esse grupo e conhece as características do Régis. A gente tinha feito antes a mudança na troca do volante [Elton por Vinícius]. Entrada do Allione, a gente fez um tripé com Allione, Vinícius e Élber, que estava cansado e foi quem mais conseguiu criar situações. Foi essa situação. A gente fez um volante, uma linha de três e dois dentro. A gente precisava ter circulação rápida por beirada, por isso não poderia tirar Zé nem Élber e ter a circulação inteligente com Régis, que Allione também dá.

Falta de confiança
– Não me apeguei a números. Citei para ter noção. É pior chegar 58 vezes no último terço e não finalizar. Confiança vem com resultado. Quem é da bola sabe. Vocês [a imprensa] e a torcida usam o placar. E estão corretos. A gente tem que estar trabalhando. Se eu estivesse falando de jogadores com corpo mole, que estivessem se omitindo, tudo bem. Mas não é o que acontece no Bahia. A melhora tem que ser já e gradativa para que a gente não sofra.

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