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Cochilo e Facebook: Como os Auditores do STJD julgaram o caso de racismo

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Auditores cochilam e entram até no facebook durante julgamento do Grêmio

Auditor do STJD Ivaney Cayres cochila durante sessão do STJD na quarta-feira

Auditor do STJD Ivaney Cayres cochila durante sessão do STJD na quarta-feira

O julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) que determinou a exclusão do Grêmio da Copa do Brasil durou 3h30 e deixou boa parte dos pouco mais de 100 presentes cansados na tarde da última quarta-feira, no Rio de Janeiro. O que ninguém esperava é que o desgaste excessivo da sessão da 3ª Comissão Disciplinar do órgão fizesse com que um dos auditores cochilasse durante as explanações dos companheiros presentes.

E o fato curioso não ocorreu apenas uma vez. Em pelo menos três oportunidades, o auditor Ivaney Cayres foi vencido pelo cansaço e acabou descansando as pálpebras em plena sessão que julgava os insultos racistas de parte da torcida do Grêmio ao goleiro Aranha, do Santos, em jogo do último dia 28.

Os dois primeiros cochilos ocorreram durante o pronunciamento do advogado Michel Assef Filho, que defendia o Grêmio no processo. No final da sessão, enquanto um de seus companheiros votava pelas penas aos envolvidos, Ivaney voltou a "relaxar".

E este não foi o único comportamento inesperado dos auditores. Ricardo Graiche, companheiro do "dorminhoco" na 3ª comissão disciplinar do STJD chamava a atenção pelo celular que não saía de sua mão durante praticamente todo o julgamento. Ele chegou a tirar fotos do auditório lotado antes da sessão.

Após a condenação, com o tribunal já vazio, ele explicou o que tanto mexia no aparelho. "Rapaz, deve ter sido transmitido ao vivo na TV. E ainda falaram o nosso nome. Eu estava no facebook e um monte de gente começou a me adicionar no meio da sessão. Foram mais de 20 pessoas", comentou com os companheiros de STJD.

"Me adicionaram aqui também. Várias pessoas do Sul [região]. Devem estar nos xingando", brincou o procurador Rafael Vanzin.

Procurados pela reportagem para comentar a postura dos auditores que definiram a dura pena, representantes do Grêmio se mostraram incomodados com a situação.

"É brincadeira. Só prova que eles já estavam com a decisão na cabeça", disse um membro da comitiva gaúcha que pediu para não ser identificado com medo de represálias em futuros julgamentos.

Auditor Ricardo Graiche mexe no celular durante sessão do STJD na quarta-feira

Piadas sobre (falta de) cabelo

E nem mesmo o fim do julgamento do Grêmio encerrou as histórias curiosas da quarta-feira no prédio do STJD. A pauta seguinte da 3ª Comissão Disciplinar não durou tanto tempo, mas também guardou suas curiosidades.

Enquanto defendia Paolo Guerrero da denúncia de "praticar agressão física durante a partida" (artigo 254-A do CBJD) no jogo contra o Grêmio, no último dia 24, o advogado João Zanforlin brincou com o auditor Rafael Vanzin sobre o cabelo moicano do procurador. O mesmo rebateu e debochou da careca do representante do clube paulista.

Dessa vez, no entanto, tudo foi levado na brincadeira. Bem como acontece durante boa parte dos julgamentos do Superior Tribunal de Justiça Desportiva. "São todos colegas aqui, companheiros de profissão. É uma cordialidade", disse Zanforlin.

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