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Explicando substituições, Carpegiani reclama de recuo do time após fazer 1 x 0

Paulo Cézar Carpegiani concede entrevista coletiva (Foto: Marcelo Malaquias / Divulgação / EC Bahia)
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Após o Bahia abrir o placar no clássico contra o Vitória deste domingo (22), a equipe recuou. O treinador Paulo César Carpegiani fez substituições defensivas, tirando os meias Zé Rafael e Allione e colocando o zagueiro Thiago Martins e o volante Matheus Sales. Com isso, o rival começou a gostar do jogo, passou a pressionar o Bahia e chegou até a empatar a partida. Em entrevista coletiva após o triunfo por 2 a 1, Carpegiani falou sobre as mudanças, mas reclamou do recuo do time:

Fizemos um belo primeiro tempo. No segundo, tivemos o privilégio de fazer o gol e, a partir daí, o time adversário tentou buscar o gol. A primeira mudança que fiz foi em cima do Mendoza porque ele pediu pra sair. O Zé Rafael também pediu pra sair. Foram duas substituições que eles me pediram. Eu gostaria de ter deixado. Quando coloquei três zagueiros, a equipe pedia que eu fizesse aquilo porque as bolas alçadas estavam mano a mano. A segunda, com o Zé, tentei fechar. Primeiramente entrou o Régis, mas não era para estar cravado lá atrás. Tomamos um gol por ter muita gente na bola. Se tem ali atrás três pra dois ou três pra três…. Cravamos muito atrás, Mancini fez as substituições não admitindo a derrota e, nós, com tudo isso que aconteceu no jogo, tivemos o privilégio de vencer depois. Contra o Corinthians também tivemos esse problema. Cravamos lá atrás e saímos para contra golpear. Eu não gosto disso. Coloquei três zagueiros, mas nunca treinei isso com eles. O que eu digo a vocês é que a gente cravou em demasia

Carpegiani também não gostou do gol sofrido pela equipe, que surgiu em uma cobrança de escanteio. O Bahia já tinha sofrido gols de bola parada no jogo contra o Flamengo:
A bola parada, realmente, é o coração na mão. Não pode acontecer isso. Tomamos o gol de empate naquela mesma forma. E aí, por incrível que pareça, a gente que estava atrás, ao tomar o gol, saiu. Então é uma coisa psicológica também. A minha substituição que eu gostaria de ter feito era o centroavante. Colocar o Edigar na ponta direita e o Mendoza na outra, mas começaram a pedir que estavam mortos, cansados. Eu fui deixando, mas tive que fazer a substituição.

O Bahia é o 12º colocado do Campeonato Brasileiro, com 38 pontos. O próximo desafio da equipe é no próximo domingo (29), contra o Fluminense, no Maracanã.

Veja o que Paulo César Carpegiani falou em entrevista coletiva

Situação de Régis
– Régis é um belíssimo jogador. Falo pra ele: preciso saber como você está. É um jogador diferenciado. Estou esperando que ele esteja bem para encontrar uma solução para ele poder jogar. A única dúvida é aguentar o ritmo de 90 minutos. É um jogador tão titular quanto os outros. É uma questão só de sentir seguro de iniciar e terminar o jogo. Disse exatamente isso a ele.

Como a equipe vem se comportando
– Cobro muito deles que a gente tenha a obrigação e enfrentar o adversário dentro ou fora de cada com a mesma obrigação de conseguir a vitória. Alguns jogos não permitem isso. É esse equilíbrio que temos que encontrar. Nossa concentração é o Fluminense. Vamos buscar os pontos necessários. Hoje foi o primeiro jogo que disputamos valendo seis pontos, com aquela turma mais de baixo. É óbvio que aspiramos alguma coisa. Nesse momento temos que dar o passo na escada sem subir dois degraus.

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