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‘Foi perfeito’, decreta Gilson Kleina após classificação

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“Foi perfeito”, decreta Gilson Kleina após classificação na Sul-Americana

Técnico tricolor parabeniza os jogadores por boa atuação diante do Internacional. Bahia garantiu vaga na próxima fase após empatar em 1 a 1

“Foi perfeito”. Esse foi apenas um dos elogios do técnico Gilson Kleina aos seus comandados após o empate em 1 a 1, nesta quinta-feira, na Arena Fonte Nova, que garantiu a classificação à fase internacional da Copa Sul-Americana. O Internacional até saiu na frente com Alex, em chute de fora da área, mas Henrique marcou de cabeça e levou ao delírio os tricolores que compareceram ao estádio.

Com marcação avançada, diminuindo os espaços do adversário, o Bahia mostrou uma cara diferente daquela que tem mostrado na Série A, onde ocupa a penúltima colocação na tabela. Com muita velocidade pelas laterais, sobretudo na direita, com Diego Macedo e Roniery, a equipe criou muitas chances de gol. Foram justamente estes os pontos aborados por Gilson Kleina logo após o final do duelo.

– Tenho que parabenizar os atletas pela postura no jogo de hoje. Tenho que parabenizar também o torcedor, que nos apoiou no momento mais difícil do jogo. Temos que salientar os dois jogos. Fomos muito inteligentes no primeiro, quando aguentamos a pressão do adversário e fizemos dois gols. E hoje também fomos muito inteligentes. Sabíamos da força do adversário, mas mostrei para os meus jogadores a nossa força também. Foi perfeito. Pressionamos eles no campo deles, não demos espaços para as infiltrações, que é um ponto muito forte desse time. Quando montamos a estratégia, deixamos claro que o Diego tinha que eliminar o Fabício, e também tínhamos que eliminar por dentro o Wellignton, que é um volante que marca e sai para o jogo. Anulamos. Não sei se o Abel viu o jogo contra o Grêmio, mas eles colocaram o Wellignton Paulista em cima do Roniery. E o Roniery foi muito bem, se posicionou bem e ganhou as jogadas. Conseguimois neutralizar o Inter, e tivemos as melhores chances do primeiro tempo. Só que futebol é eficiência. Não adianta você ter maior posse de bola se não é eficiente na hora de fazer o gol. Tranquilizamos no intervalo, não abrimos mão do volante do contenção, e dissemos que era questão de tempo para o adversário se abrir – afirma Kleina.

Confira outros trechos da entrevista.

01

QUÍMICA COM O TORCEDOR

Quando começa essa química, o torcedor vê a entrega dos jogadores, ele joga junto. Hoje, estamos numa situação em que não temos condição de dar espetáculo. Mas temos condições de vencer os jogos. Infelizmente, o próximo jogo é com portões fechados. Essa massa faz a diferença. Espero que essa energia chegue aqui para a gente. Alguns jogadores saíram de campo extenuados, então temos que recuperar. Hoje gostei da postura da equipe, que se mostrou coesa e soube a administrar a vantagem no momento certo.

02

EMOCIONAL FORTE

No aspecto emocional, vamos chegar fortes. Tirando a demagogia, nós eliminamos o Inter. Temos que ter essa química também no Brasileiro. Essa mesma consistência. Contra o Grêmio, nós também tivemos isso. A equipe está pegando confiança, começando a se soltar, mas isso é um exercício do dia a dia. Estou tentando aos poucos colocar a equipe mais para frente. Adversário [Coritiba] vem com um treinador que conhece muito bem o elenco. Tenho que fazer alguma coisa para surpreendê-lo.

03

MAZINHO E PATRICK VIEIRA

A gente tem só o Emanuel, que está desgastado. Hoje optamos por uma formação diferente, e eu estou fazendo essa função com o Diego, que está puxando bem. Ele é meia de origem, mas há muito tempo está trabalhando como lateral. Tem também o Guilherme, que tem uma puxada forte. Eu realmente tive uma reunião com a diretoria e pedi mais dois meias. Pensei nesses jogadores, o Mazinho e o Patrick Vieira, porque são jogadores de força, dinâmicos. Infelizmente, tivemos a negativa do Palmeiras. Eu também conto com o Lincoln, que é o nosso meia, a nossa cabeça pensante. Mas tem que voltar.

04

SÉRIE A É PRIORIDADE

A gente tem que ser competente nas duas competições. Claro que tem o desgaste maior da Sul-Americana. Mas eu não posso abandonar uma competição com um clube tão grande como o Bahia. Claro que é muito importante a permanência do Bahia na primeira divisão. Mas esse planejamento tem que ser bem elaborado. Não posso tirar dos atletas o gostinho de comemorar essa vitória.

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