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Gregore supera disputa com jogadores badalados para se firmar no meio-campo do Bahia

Jogador chegou ao Tricolor após se destacar pelo Santos B no Campeonato Brasileiro de Aspirantes

Gregore treina pelo Bahia no Fazendão (Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/EC Bahia)
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Pouco conhecido quando foi contratado pelo Bahia no início da temporada, o volante Gregore se tornou titular da equipe em uma posição na qual o Tricolor contratou outros jogadores.

Após a saída de Renê Júnior, que não renovou com o Tricolor, a diretoria contratou nomes como Nilton e Elton, que chegaram com experiência prévia na Série A e com status de titulares. Nilton, inclusive, começou a temporada como titular ao lado de Edson, remanescente da temporada passada. Porém, Gregore, o mais jovem e menos conhecido, conseguiu ganhar espaço entre os titulares.

Aos 24 anos, Gregore chegou ao Bahia após ser o destaque do Santos B, que foi vice-campeão do Campeonato Brasileiro de Aspirantes. Após estrear como titular contra o Jacuipense, pelo Baianão, o volante não saiu mais da equipe e começou jogando nas seis partidas em que atuou desde então.

Em entrevista ao site Globo Esporte, o jogador declarou:

Eu cheguei para fazer um bom trabalho. Cheguei sabendo das qualidades que tinham aqui antes, mas cheguei com o intuito de trabalhar e conseguir meu espaço

Pedido pelo treinador Guto Ferreira, o volante falou sobre a importância da visibilidade que o Brasileirão de Aspirantes teve. Nesta temporada, o Bahia irá disputar a competição pela primeira vez:

É um campeonato importante. O pessoal que já atingiu 20 anos para cima, então é um campeonato importante adaptação melhor para o profissional. Tem gente que tem melhor adaptação, tem gente que não tem. É importante para o pessoal que está vindo. Pode estar aparecendo para o profissional de algum time brasileiro.

Nesta temporada, Gregore vem sendo destaque, além dos desarmes, pela participação ofensiva, ajudando na construção das jogadas com seu bom passe a aparecendo à frente como elemento surpresa. O volante acredita que este é o resultado do trabalho realizado quando ele atuava mais adiantado no início da carreira:

É uma das minhas qualidades. Eu jogava um pouco à frente, depois que eu fui para volante e comecei a marcar mais. O professor também me dá bastante liberdade para, quando vir o espaço ali, poder sair jogando, e estou ajudando meus companheiros também nas construções de jogadas.

Gregore conseguiu se manter no time mesmo após Guto Ferreira mudar o esquema tático do 4-2-3-1 para o 4-1-4-1, sendo ele o único volante de ofício:

Acho que não tenho preferência [pelo esquema tático]. Qualquer uma das duas, eu vou estar adaptado para jogar. Não depende só de mim, depende muito do pessoal da frente que ajuda a marcar. É difícil hoje, né?! Atacante que marca…. Mas o pessoal do time está ajudando a marcar, então estão facilitando meu trabalho

Por outro lado, apesar da boa fase individual, Gregore acredita que o Tricolor ainda não está rendendo o esperado. A torcida vem criticando as atuações da equipe, chegando a vaiar os jogadores e o treinador Guto Ferreira. O volante acredita que o momento irregular do Bahia ocorre por conta da falta de entrosamento:

Mudou muita peça. Foram muitos desfalques, a falta de entrosamento também, mas conseguimos fazer um bom trabalho. A equipe do Atlântico veio bastante fechada, atrapalhou nossa estratégia de jogo, mas acho que, até o Brasileirão, vamos estar aí redondinhos.

Emprestado pelo São Carlos até o final desta temporada, Gregore diz querer ficar no Bahia por muito mais tempo:

Claro, minha vontade é ficar aqui. Me adaptei ao clube, o pessoal me recebeu muito bem. Estou conseguindo trabalhar à vontade. Pretendo ficar aqui mais alguns anos

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