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Grêmio 1 x 0 Bahia :: O que só Gilson Kleina viu

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Gilson Kleina mostra preocupação com o setor ofensivo do Bahia

Tricolor rende pouco no ataque e é derrotado pelo Grêmio por 1 a 0, na noite deste domingo. Bahia agora entra em campo para encarar o Inter pela Sul-Americana

Gilson Kleina já identificou o principal problema do Bahia: o setor ofensivo. Após a derrota por 1 a 0 para o Grêmio, na arena do clube gaúcho, o treinador deixou clara a sua insatisfação com o poderio de ataque tricolor – o Bahia tem o pior ataque do Campeonato Brasileiro, com apenas 11 gols marcados em 18 jogos, dois a mais que o Criciúma.

Após o revés, Kleina falou sobre o jogo, destacou a força ofensiva de sua equipe, mas reclamou da pouca criatividade no meio-campo. 

– Não fomos contundentes. A equipe mostrou um pouco a nossa deficiência de articulação. Precisamos sair de trás, organizar mais. Tivemos que optar pelos jogadores de ataque, conseguimos encurralar o Grêmio aqui dentro, que é muito forte, ele fez isso com o Santos, tanto que o jogo ficou aberto. Sabíamos que eles tinham um atacante que tem drible, agudo, que é o Dudu, e conseguimos neutralizar. Quando ele tentou botar dois meias, marcamos bem. Tivemos uma equipe com saída de bola, e foi uma evolução do Bahia, segurar a bola no chão, mais jogadores no campo adversário… Mas nós precisamos aumentar nosso poder ofensivo, nossa criação. Essa coisa de lançar bola em profundidade… É importante, mas desde que você saia na frente. Quando você sai atrás, sabe que precisa de um setor importante, que é o meio-campo, tranquilidade para furar o bloqueio ofensivo. Mas é essa a característica que temos. Os jogadores foram briosos. Não foi um jogo que pretendíamos fazer. Podíamos ter pontuado aqui. Para mim, foram dois lances discutíveis. Achei que foi pênalti no Rafinha: se ele não chuta a bola, ia ser nítido o pênalti, porque ele foi no pé de apoio, não foi na bola. E teve um critério que, quando era o Kieza, ele dava falta. E Dudu botou o braço direto no Roniery, então também é falta. E perdemos por um lance, no pouco que erramos na saída de bola, eles aproveitaram. Perdemos em um detalhe. Terminamos em cima, mas não agredimos muito – afirma.

O Bahia agora dá um tempo no Campeonato Brasileiro, competição pela qual só volta a campo no final de semana, para pensar na Sul-Americana. O Tricolor encara o Internacional nesta quinta-feira, e pode até perder por um gol de diferença que estará classificado, já que derrotou os gaúchos por 2 a 0 no duelo de ida.

Confira os outros trechos da entrevista de Kleina.

01

RAFINHA

Rafinha é jogador de nossa confiança, como todos os outros. Mas, quando optamos pelo Rafinha, temos que lembrar que o Maxi estava gripado, Rhayner sentiu, Marcos Aurélio está fora… Não pode preterir o jogador. Rafinha tem caraterísticas diferenciadas, tem uma boa puxada de bola, drible, movimentação. Pelo corpo, é diferente. Ele faz a transição com qualidade, por isso optamos. Nós também colocamos Henrique e Kieza, demos liberdade para o Maxi, quando puxamos o Rhayner para fazer isso tivemos dificuldade. Temos jogadores que vêm de trás, não temos jogadores que trabalham em cima do adversário. Ele é um grande desafogo e não é por causa de uma derrota que vamos botar a derrota em cima de um jogador só. Estamos estudando as características de cada um para que a gente possa fazer o nosso melhor. Quem entrar vai fazer o melhor, independente da característica.

02

GUILHERME X PARÁ

Se a gente começar a contar os jogadores que não entraram, a gente vai ficar louco. Se cada jogador for mal, achar que não serve para o elenco, vamos formar uns 10 elencos até o fim do campeonato. A gente sabe da qualidade do Pará, mas, aqui dentro, para você marcar os jogadores agudos que o Grêmio tem, tem que ter jogadores de corpo. Guilherme tem mais corpo que o Pará. Guilherme tem uma puxada forte, tanto que, no primeiro tempo, os cruzamentos foram para o lado do Guilherme. Não adianta querer fazer com que o jogador seja o da estratégia do jogo. Tem que pensar no todo. Pará é importante num jogo, e Guilherme no outro. O importante é que quem entrar tem que dar conta para fazer um Bahia forte.

03

FORÇA OFENSIVA

É o que nós estamos procurando. Acho que o Bahia tem uma formação muito forte defensiva, uma transição em velocidade, uma roubada de bola forte. Melhoramos na posse de bola, agora tem tranquilidade para os atacantes e os laterais respirarem para passar. Mas precisamos de mais força ofensiva. Hoje tentei com o Diego Macedo, com o Emanuel… Depois vou tentar com outros jogadores dessa característica. Terminamos o jogo com cinco atacantes, mas, às vezes, você tem muitos atacantes e o time não fica ofensivo. Conseguimos trazer o Grêmio para trás, mas ficamos numa bola aérea, uma bola parada… É preciso melhorar com isso na equipe. E a mentalidade mudou, estamos agredindo mais, com mais ousadia, mais coragem. Mas, pelas circunstâncias, tivemos tudo para pontuar aqui. A gente não pontuou. Essa semana é de Sul-Americana e Brasileiro. Que a gente possa ter competência, trabalhar bem, ver os jogadores que ficaram lá [em Salvador], na reapresentação, trabalhar forte com a equipe nos dois jogos na Fonte Nova para sairmos vitoriosos.

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