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Guilherme Bellintani diz que Bahia vai entrar com representação contra árbitro

Dirigente se mostrou favorável ao uso do VAR, mas disse que atuações como às desta quarta-feira jogam contra a utilização da tecnologia

Guilherme Bellintani concede entrevista coletiva (Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/EC Bahia)

Nesta quarta-feira (24), o Bahia perdeu por 1 a 0 para o Atlético-PR, na Arena Fonte Nova, pela Copa Sul-Americana. Guilherme Bellintani, presidente do Bahia, após a partida, questionou a capacidade da arbitragem, que anulou dois gols do Tricolor com o uso do árbitro de vídeo (VAR).

O mandatário mostrou ser favorável ao uso do VAR, mas disse que atuações ruins, como a desta quarta, jogam contra a utilização da tecnologia no futebol:

Infelizmente, um jogo absolutamente atípico. Infelizmente, isso vai manchando o VAR que nós defendemos. Mas o que está manchando não é o sistema de árbitro de vídeo. O que está manchando é o despreparo dos árbitros. E agora a gente vê, não só no Campeonato Brasileiro, como na própria Sul-Americana. A gente viu coisas muito básicas. Como Enderson falou, quatro minutos de análise de VAR no primeiro tempo e três minutos de acréscimo. Gente, me desculpem, mas isso mostra um total despreparo do árbitro. Ele foi incapaz de calcular o tempo adicional no primeiro tempo. No segundo tempo, seis substituições e um VAR. Qual foi o acréscimo? Quatro minutos. Inclusive com uma falta que o jogador ficou um minuto parado, já nos acréscimos, ele não acrescentou mais um minuto no final, naquele lance que Brumado tomou um amarelo. Então o árbitro que não consegue fazer um cálculo básico de acréscimo do jogo… O acréscimo ele não acertou. Ele vai acertar o quê? Aprofunda a nossa crítica ao modelo de arbitragem brasileiro e sul-americano

Mesmo após as críticas, Guilherme Bellintani reafirmou ser favorável a utilização do VAR:

Para o jogo, especificamente, eu sou um defensor do VAR e serei sempre. Tenho uma leitura de que o VAR tem que vir para melhorar. Mas tem dois problemas aí. O primeiro é a interpretação em si, a análise do ser humano. Enquanto a gente não melhorar a arbitragem, não adianta colocar câmera para o mesmo árbitro despreparado olhar e ver a mesma coisa e ter interpretações. Se um cara é despreparado sem olhar a câmera, ele também é despreparado olhando a câmera. Não é a câmera que vai resolver; não é o vídeo que vai resolver. E a segunda coisa, muito importante. O VAR só deve mudar o que foi marcado em campo se o árbitro tiver convicção do contrário. Ele deve olhar e dizer: “A imagem que eu estou vendo me mostra algo muito contrário ou exatamente o contrário do que eu marquei. Se me mostra o contrário, eu vou voltar atrás no lance”.

Guilherme Bellintani fez coro às críticas feitas pelo técnico Enderson Moreira. Para o presidente tricolor, faltou convicção ao árbitro quando ele marcou falta de Clayton no primeiro gol anulado:

Então ele teria que ter a convicção de que o primeiro lance foi falta. E ele ficou uns três minutos olhando, então, infelizmente, não tem como ter convicção daquele lance. Tem uma fotografia de Clayton batendo na bola muito acima da cabeça de Nikão, muito acima. Nikão não estava sequer perto da bola. Ele bate depois. Eu queria saber, então, se toda bola que um atacante pegar na bola primeiro e depois pegar no zagueiro vai ser marcado falta. É isso? Inventaram uma nova modalidade de falta?

Sobre o segundo gol anulado, marcado por Ramires, Bellintani também endossou a crítica de Enderson falando que, na dúvida, o gol deveria ter sido validado:

Novamente eu digo. Apesar de o árbitro sequer ter ido ver o lance… E, de fato, nas regras do VAR, ele não tem obrigação de ver o lance de impedimento. Mas, assim, é absurdo que aquele lance seja taxado como lance impedido de forma convicta. Não há como você, com convicção, marcar um impedimento. Há alguém que defenda que estava impedido e há alguém que defenda que estava na mesma linha. Mas alguém com convicção, vendo o lance, dizer que estava impedido, e, na dúvida, é gol, todo mundo sabe.

Guilherme Bellintani finalizou declarando que o Bahia vai entrar com uma representação contra o árbitro argentino Fernando Rapallini. O dirigente admitiu saber que o resultado da partida não será alterado, mas falou da necessida do Bahia ter uma posição firme sobre o assunto:

Estamos entrando com representação contra o árbitro, pedindo, e que é nosso direito, o diálogo entre o árbitro e os árbitros de vídeo. Sabemos que não vamos mudar o resultado da partida, mas a gente quer novamente tentar ser um provocador, no Brasil, de que a arbitragem precisa melhorar. Ninguém está fazendo isso de má vontade. Eu não quero crer e não creio, de fato, que o árbitro pisou em Salvador com vontade de prejudicar o Bahia. Porque aí é um nítido despreparo da própria profissão do sujeito. O cara não acertou, pra ser bem básico, acrescentar o tempo de VAR no primeiro tempo. E aí esperar o quê de um sujeito desse? Infelizmente, prejudica o time, prejudica o clube, a torcida, que veio acreditando

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