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Guto Ferreira admite atuação ruim do Bahia, mas destaca que grupo brigou até o fim

Bahia saiu vaiado após fraca atuação no triunfo por 2 a 1 sobre o Atlântico

Guto Ferreira concede entrevista coletiva (Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia)
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Neste domingo (25), o Bahia venceu o Atlântico por 2 a 1 com um gol no último minuto da partida. O técnico Guto Ferreira concedeu entrevista coletiva após a partida e falou sobre as vaias dos torcedores que foram à Arena Fonte Nova. O Tricolor teve uma fraca atuação contra o lanterna do Campeonato Baiano.

Voltando ao time titular, Régis e Allione não foram bem e decepcionaram o torcedor. Guto Ferreira admitiu que a atuação da equipe foi abaixo das expectativas e os dois meias também não fizeram uma boa partida. O treinador, porém, lembrou que os dois jogadores não fizeram parte da pré-temporada e correm atrás do melhor condicionamento físico e técnico:

Concordo plenamente [que a apresentação foi ruim]. Quando a gente fala que estamos buscando os melhores jogadores e colocando para jogar os melhores jogadores, não se discute a qualidade de cada um, mas se discute o estágio de cada um. São jogadores que estão evoluindo, estavam em uma parada grande. Temos 50 dias no clube, desses 50 dias, Régis veio de uma parada e ficou 20 dias no departamento médico. Não faz nem 20 dias que ele saiu. De toda a pré-temporada, quando os outros cresceram, ele não cresceu ainda. Ele está começando. Allione também chegou depois. Então tudo tem o seu momento. Não ponho justificativa nessa situação, mas sabemos o que estamos fazendo, porque A, B, C estão indo para campo e conseguindo fazer com que a equipe renda mais. Estamos procurando colocar em campo, para o momento, quem está melhor. Não quer dizer que em um, dois meses, será exatamente essa equipe. Até porque esses jogadores vão crescer, vão ganhar ritmo, desde que possamos proporcionar situações como a de hoje. Eles vão crescer e vão passar a brigar de igual para igual. Quem estiver melhor vai jogar. No momento está jogando quem está melhor

Guto Ferreira disse ter visto pontos positivos na equipe, apesar da fraca atuação. O técnico elogiou a perseverança do grupo, que conseguiu marcar o gol do triunfo no último minuto:

De positivo, a equipe não ter desistido, brigou até o fim, tanto que conseguiu o resultado. Alguns jogadores individualmente continuam em alta, caso de Zé Rafael, Gregore. O Élber entrou bem no jogo, o Brumado.

Júnior Brumado entrou no segundo tempo da partida no lugar de Kayke e foi alvo de elogios do treinador. Para Guto Ferreira, o atacante foi importante para o triunfo, mesmo sem ter feito gols:

Ele [Kayke] saiu reclamando que o passe não chegou. (…) Tem momentos em que temos que arriscar. O menino entrou com muito apetite, brigou bastante. Um dos motivos de termos vencido foi o trabalho dele. Entrou bem, brigou, criou situações, chamou falta, fez um gol que foi anulado. Enfim, tem momentos em que precisa mexer na estrutura.

O Bahia voltará a campo no próximo domingo (4), quando enfrenta o Juazeirense, em Juazeiro, pela oitava rodada do campeonato estadual.

Confira o que Guto Ferreira falou em entrevista coletiva

Vaias
– Quanto ao torcedor, nessa estrada não tenho direito de reclamar. (…) Minha saída não tem problema, a gente está tranquilo. Isso não atrapalha nossa convicção de fazer nosso melhor trabalho pelo Bahia. Sabemos que são etapas, estágios, degraus, que precisamos alcançar. Que bom que a gente conseguiu alcançar sem uma derrota, que conseguimos um triunfo no final, de suma importância no critério de desempate na classificação.

Bom condicionamento físico para a evolução técnica
– Uma coisa puxa a outra. Se você está bem fisicamente, fatalmente você está bem tecnicamente e vai conseguir cumprir situações táticas com tranquilidade e vai ter nível de confiança. Uma coisa puxa a outra.

Esquema tático
– Se você notou, além das trocas [de peças], houve uma troca de sistema para adequar o encaixe dos jogadores. Essa mudança trouxe alguns tipos de situação que não vêm sendo treinados nessa evolução. Mas era o sistema que a gente vinha utilizando no ano passado e que utilizamos nos primeiros jogos do ano, até Régis machucar. Então a equipe não conseguiu achar os espaços que vinha achando no sistema 4-1-4-1.

Poupados
– O fato de ter jogado na quinta-feira, no horário em que jogou, pegamos um time [o Atlântico] que estava descansado. Tivemos problemas de expulsão, mas vários jogadores foram sacados por questão de recuperação. Colocamos no jogo correndo o risco de se lesionar e ficar igual ao Régis, 20 dias parado, destreinando, porque tem que recuperar. Justamente a administração do grupo que a gente procura fazer. Para amanhã, depois, ter o máximo de jogadores possíveis brigando pela posição, em boa fase, que a gente possa dentro da estrutura, na reta final, não lamentar quando perder um jogador ou outro, e sim exaltar o grupo que temos. Para isso, todos têm que ir para o campo e ter oportunidade de estar trabalhando. Agora, eles também são cobrados pelo desempenho. Isso a gente não alivia, não. A gente oportuniza, mas cobra. Eles também vão avançar e vão chegar no estágio que queremos.

Paciência com os reservas
– Às vezes é como um tratamento de um filho. Testa até onde pode ir para, através desse teste, cair na real do que precisa fazer, do que precisa respeitar. Eles estão descobrindo isso. Posso dizer, com certeza, que eles também não estão satisfeitos. Tenho certeza que essa semana será de crescimento daqueles que estiveram lá e não foram bem. Eles vão refletir e vão voltar melhor.

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