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Mesmo após derrota, Guto Ferreira fala que Bahia foi agressivo e diz ter orgulho de dirigir o grupo

Tricolor foi derrotado pelo Grêmio por 2 a 0 e segue na zona de rebaixamento do Brasileirão

Guto Ferreira em campo pelo Bahia (Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/EC Bahia)

Neste domingo (3), o Bahia perdeu por 2 a 0 para o Grêmio, na Arena Fonte Nova, pelo Campeonato Brasileiro. O técnico Guto Ferreira concedeu entrevista coletiva após a partida e, mesmo com o revés e com a equipe na zona de rebaixamento da competição, o treinador disse ter orgulho de dirigir a equipe. Guto utilizou as estatísticas do jogo para elogiar os jogadores que brigaram o tempo inteiro, segundo ele:

Eu não consigo enxergar [o Bahia] tão menos agressivo. Pega a estatística, 61,5% de posse de bola [para o Bahia], 12 finalizações contra 8 do Grêmio, cinco escanteios contra um, 22 cruzamentos contra 7 do Grêmio, dois cartões contra cinco deles. Isso mostra o quanto a gente foi agressivo. O árbitro não tinha dado [pênalti para o Grêmio], quem deu foi o árbitro atrás, que foi a favor do Grêmio. Só o que ao nosso favor não deu [o pênalti]. Poderia ser outro jogo. Tomamos gol cedo e não abrimos mão de buscar. O segundo tempo, o Grêmio jogou atrás no contra-ataque, foi conseguir o gol nos acréscimos. Acho que em uma situação dessa, contra o time campeão da América, com valor de investimento altíssimo, nossa equipe lutou muito. Os dois últimos jogos do Bahia foram contra equipes gigantes. Não venceu, mas brigou o tempo todo, lutou o tempo todo. Da maneira que o Bahia tem lutado me dá orgulho dirigir esse grupo

A principal surpresa na escalação do Bahia neste domingo foi a entrada de Régis no lugar de Vinícius. Guto Ferreira justificou a mudança por conta da ausência de Élber. O treinador quis um jogador de mais velocidade para compensar a não escalação do atacante, que estava suspenso:

À medida que Vinícius, por exemplo, sai do time… A saída de Élber eu perco a velocidade. Não poderia jogar só com Zé. Entramos com Régis para dar velocidade e pusemos uma referência. Acabamos mexendo mais um pouco do que mexeríamos normalmente

Nesta quinta-feira (7), o Bahia volta a campo para enfrentar o Paraná, em Curitiba. Guto Ferreira diz não se sentir pressionado no cargo:

De maneira alguma. Vou desenvolver meu trabalho como em cada jogo aqui

Confira o que Guto Ferreira falou em entrevista coletiva

Z-4 e derrota em casa
– Infelizmente, foi a segunda derrota em casa no ano. Dentro de casa tem sido a nossa força. Não perdemos para uma equipe qualquer. Perdemos para uma equipe que tem a segunda ou melhor campanha da Libertadores, com alto investimento, com jogadores que vivem momento fantástico. E perdemos lutando, com estatística bastante interessante. E faltou o gol para fechar estatística. E o gol deles foi de pênalti, que o árbitro viu a favor deles, e não viu o nosso.

Cansaço da equipe
– Jogamos quinta, quando a gente entra com jogadores com característica de referência perdemos em velocidade. A característica dos jogadores passa por isso. Para pressionar alto, precisamos de jogadores que permitam isso, com mobilidade alta. Olhe a estatística do jogo. Eu vejo que o resultado, sim [não foi bom]. Só não foi pior que o resultado do jogo contra o Botafogo-PB, que foi no começo do ano. Hoje não enxergo a gente fazendo péssimo jogo. Não vou dizer que o resultado é injusto, porque quem teve a competência de fazer os gols levou os méritos. O resultado ficou abaixo, mas o resultado não foi.

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