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Justiça do Trabalho suspende sequestro de valores do Bahia

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Justiça do Trabalho suspende sequestro de valores da dupla Ba-Vi

Clubes baianos se comprometem a depositar valores para o cumprimento de sentenças e dão fim a penhoras de valores sofridas para quitar dívidas trabalhistas

A corrida para não ter bens e valores sequestrados por dívidas trabalhistas acabou no Bahia e no Vitória pelos próximos dois anos. Nesta segunda-feira, o Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região anunciou a suspensão das penhoras que era feita nos dois clubes, inclusive com verbas de patrocinadores, rendas de partidas, doações outras fontes de receitas financeiras

Segundo nota divulgada no site oficial do TRT, a medida levou em consideração um acordo em que os clubes se comprometeram a depositar valores para o cumprimento de sentenças da Justiça do Trabalho. A decisão também levou em consideração a saúde financeira da dupla Ba-Vi.

– Durante os períodos de suspensão, caberá unicamente ao Juízo de Conciliação de 2ª Instância determinar o bloqueio de valores e a realização de quaisquer medidas executórias que se tornem necessárias, em caso de atraso no pagamento dos acordos. Também caberá àquela unidade outras providências complementares – diz o texto publicado pelo TRT.

O sequestro de valores das contas do Bahia se tornou um grande problema no Bahia. Durante a intervenção judicial do clube, no ano passado, o interventor Carlos Rátis revelou que era preciso tirar dinheiro das contas do clube para evitar a penhora.

– A situação econômica do Bahia é muito difícil. É um caso bastante delicado. Sócios devem levar isso em consideração, porque vai ter que buscar um candidato full time, 24 horas dedicado. Os problemas do Bahia só serão resolvidos a médio, longo prazo. O Bahia só vai conseguir guardar dinheiro depois de um bom tempo. Os problemas trabalhistas são muito grandes, R$ 150 mil por mês de acordo trabalhistas. Não podemos deixar dinheiro [na conta do banco]. Temos que tirar [o dinheiro da conta] para pagar dívidas ou fazer cheques administrativos, caso contrário, o dinheiro, de um dia para o outro, vai para processos trabalhistas. Isso não pode ser tolerável. Quem assumir tem que ter vontade de planejamento. Quem entrar tem que ter essa vontade de resolver com toda força esses problemas – disse Rátis, em agosto do ano passado.

Recentemente, o Tricolor conseguiu firmar com a Justiça do Trabalho um acordo para pagar as dívidas trabalhistas em parcelas. Em agosto, o valor que o clube deveria desembolsar era de R$ 270 mil mensais. A quantia será reajustada periodicamente para quitar todas as ações que o Bahia responde.

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