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Kleina diz que grupo assimilou ‘mentalidade vencedora’

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Kleina analisa bom momento do Bahia e diz que grupo assimilou "mentalidade vencedora"

Após derrotar o César Vallejo por 2×0, na Arena Fonte Nova, o Tricolor deu um grande passo para avançar na Sul-Americana

O triunfo por 2×0 sobre o César Vallejo encaminhou a classificação do Bahia para a fase de quartas da Copa Sul-Americana, mas o técnico Gilson Kleina prefere a cautela e acredita que o jogo da volta, em Trujillo, no Peru, será complicado. Apesar disso, o comandante tricolor acha que a equipe deve desfrutar do bom momento, já que vem de três vitórias seguidas, duas no Brasileirão e uma na Sul-Americana. Ao analisar a partida, Kleina disse que o time assimilou a "mentalidade vencedora" e, por isso, vem obtendo os resultados desejados. Abaixo, veja os principais pontos abordados pelo técnico na entrevista coletiva:

Análise do primeiro tempo

"Nós tentamos. Nós queríamos. A gente conversou que se pudesse fazer um score maior, melhor. Mas a gente tem que ser feliz. Não adiante querer tudo, que não é assim. Fizemos um resultado importante. É claro que agora o que muda é o aspecto que uma equipe lá vai ter que sair. Dentro de casa, eles vão ter outro comportamento. Mas nós sabíamos que hoje quem tinha que arriscar, quem tinha que ter a postura agressiva, era a gente. Eles trabalham muito bem a marcação, encurtam bem as linhas e, quando começamos a trabalhar a bola entre os dois zagueiros e os dois volantes, em uma linha de dois na frente, marcava nossos quatro jogadores. A gente queria mais movimentação, passar por essas linhas, passar pelas beiradas, queríamos também mais presença de área e tentar fazer jogada pelos flancos, que era necessário".

Avaliação do segundo tempo

"Acho que no segundo tempo a equipe se soltou mais, até de uma forma diferente de jogar, aí o Bahia fez os dois gols. A gente fica feliz porque é uma vantagem importante. Essa equipe sempre teve uma vantagem, mesmo com o Sucre e o Millonarios, e sempre foi decidir dentro de casa. Eles têm o artilheiro, o Pando, não jogou o lateral-esquerdo… Agora é outra estratégia no jogo de lá, importante ter feito a vantagem. Tivemos condições, se tivéssemos um pouco mais de tranquilidade, não carregasse tanto a bola, a gente poderia achar um melhor companheir para definir esse placar. Mas não deu. Eu estou feliz, a equipe está feliz, agora é descansar e essa vantagem se fazia necessária para a gente ir no Peru, no momento certo, administrar isso".

Saída de Rafinha no intervalo

"Não foi tática. O Rafinha sentiu. Eu não tinha essa intenção. Acho que ele é um jogador muito agudo, que está com muita confiança, leva em cima do marcador, mas quando entrei no vestiário fiquei sabendo que ele lesionou, aí mudamos a postura. Colocamos o Maxi muito mais próximo do Kieza e fazendo uma situação de jogadores trabalhando por trás. Ele também entrou bem, trabalhou, precisávamos de jogadores inteligentes ali para trabalhar entre as linhas. Acho que isso aconteceu e, ao mesmo tempo, a postura, tanto do Railan quanto do Pará, foi fundamental para que a gente pudesse fazer essa troca, para que tivéssemos um homem a mais dentro da área adversária".

Vaias na entrada de Marcos Aurélio

"Então, sobre a pressão, conversei com o Marcos Aurélio. Falei, vamos trabalhar, a gente só pode retomar a credibilidade jogando, no palco é que a gente pode provar e tirar dúvida do torcedor. A meu ver, ele entrou muito bem. A jogada do segundo gol foi totalmente dele. Claro que o Barbio entrou e finalizou. A gente fica feliz. A estrela desse garoto também está brilhando. Hoje vi o Marcos mais participativo, não é fácil, ninguém gosta de entrar sob vaias. Isso aconteceu com o Barbio, hoje com o Marcos. É o que eu volto a falar, a gente tem que acreditar, tem que dar apoio a esses jogadores. Nosso grupo se faz dessa maneira. Jogadores que às vezes oscilam a gente tenta preservar, mas não posso abrir mão do Marcos Aurélio, de uma experiência, de uma qualidade de um jogador que ano passado fez 32 gols no Sport. Um jogador que o Internacional contratou, as equipes da Coreia, de investimento, levaram. A gente dá um tempo. De repente a adaptação dele está sendo diferente das outras. Vai ter que conviver. Vamos proteger de todas as maneiras, mas acredito que hoje ele participou mais das jogadas. Fez uma função, aproximou mais, a gente precisava de jogadores inteligentes, o Marcos entrou bem, deu a condição de fazer o segundo gol e da gente ter ampliado mais essa vantagem".

Mentalidade vencedora

"A gente pode melhorar. Acho que o que estabeleceu nesse momento foi a mentalidade vencedora, a confiança aflorou em todos, mas futebol você tem que estar muito atento. Vamos sair agora para dois jogos dificílimos e o que a gente tem que entender é que a gente tem que correr para os nossos objetivos. A gente vem em uma sequência de três resultados positivos. Isso é bom para todo mundo, porque quando fizemos a troca, e foi muito mais Rafael Miranda e Guilherme por um desgaste, e Lucas e Uelliton mais por opção. Uelliton está fazendo um campeonato muito bom, o Lucas também entrou e não saiu mais. E os jogadores que entraram até então eram titulares, Fahel, Titi, Pará, Marcos Aurélio… A gente fica feliz que cresceu todo mundo junto. Cresceu por causa do trabalho. Acho que todo mundo, entendendo a maneira que a gente gosta de trabalhar, a filosofia, respeitando os companheiros, acho que esse comprometimento tem que existir, porque só assim a gente vai tirar o Bahia dessa situação e poder ter uma grande conquista com essa camisa".

Mudança de postura na etapa final

"Acho que mérito primeiro dos atletas. A gente tem uma leitura de jogo. Acho que no intervalo a gente passa o que está acontecendo, também tenho auxiliares muito competentes, que me abastecem de informações e que a gente trabalha de outra maneira. E quando a gente trabalha dessa outra maneira, quem executa são os atletas que assimilam bem. As coisas estão correndo bem. Essa confiança, espero que continue, essa alegria de jogar tem que acontecer… Fico feliz que os jogadores têm a coragem de partir para cima, fazer o drible, finalizar, colocar uma marcação mais no campo adversário. A gente às vezes corre um pouco de risco, nossos zagueiros marcam no mano a mano, mas é que a gente quer a vitória, a gente busca isso. Então, a gente está de parabéns, todo mundo. Credito isso a todo grupo do Bahia, em todos os setores e, claro, os artistas que fazem essa torcida maravilhosa ficar feliz. Hoje todo mundo sai contente. Começar a preparar minha cabeça para o jogo contra o Fluminense". 

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