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Maxi chega a dez gols e ainda é o ‘garçom’ do Bahia no ano

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Faz e serve: Maxi chega a dez gols e ainda é o 'garçom' do Bahia no ano

Argentino foi o destaque da goleada sobre o Mogi Mirim, na última sexta-feira (15)

Foto: FelipeOliveira / Ecbahia

A chuva que caiu em Pituaçu, no jogo em que o Bahia venceu o Mogi Mirim por 4×1, na sexta-feira passada foi um banquete completo para Maxi. Logo no início do jogo, o baixinho marcou um golaço de perna esquerda. De quebra, ainda deu uma de ‘garçom’ e foi responsável por duas assistências, que resultaram em um dos gols de Zé Roberto e no tento de Léo Gamalho. O bom desempenho na temporada já rendeu ao argentino a vice-artilharia do time, com 10 gols marcados – seis a mais que no ano passado. Além disso, agora ele é o líder de assistências do time. Ao todo, foram cinco.

Maxi é outro jogador em campo, e fora dele também. O atacante de 2014, que pouco falava e preferia o silêncio, deu lugar a um atleta brincalhão. “Muita coisa mudou do ano passado para cá. Entraram,  no clube, pessoas com outro espírito e, além disso, contrataram o Sérgio, que é um dos melhores treinadores do Brasil. Jogo no país há alguns anos e tive muitos treinadores, mas ele é diferenciado, porque ele mudou a cabeça do Bahia, a forma de jogar, o pensamento que temos ao entrar em campo. Ele é um líder”, se rende.

Após o jogo contra o Mogi, Maxi deixou os vestiários de Pituaçu com um sorriso largo e com o alívio de viver uma nova fase estampado no rosto. “Eu nem ligo para esses negócios de KLB, KGB que inventaram, nem fico pensando em quantos gols eu fiz ou vou fazer, mas adoro marcar. Eu gosto de dar assistência também, mas fazer gol é muito bom. Faz bem para a auto-estima do atacante. A chuva ajudou a lavar a alma”, brinca.

O argentino só deixa o sorriso de lado quando é questionado sobre uma possibilidade de ficar fora do jogo de quarta-feira, contra o Luverdense, às 22h, na Arena Fonte Nova, pela Copa do Brasil. Fominha assumido, ele torce para não ser poupado. “Não quero ficar de fora, eu sempre quero jogar. Não gosto de abrir mão disso, mas tem preparador físico e fisiologista no time, que conhecem mais quando é o momento de poupar. Espero jogar”, diz ele.

Sorte de garoto

Novo companheiro de ataque de Maxi, ZéRoberto também é só alegria. Contra o Mogi Mirim, marcou dois gols e recebeu elogios do argentino. “Zé apareceu muito bem no time. É um menino de qualidade, assim como o Rômulo”. O jovem de 21 anos entrou no time como titular após lesão de Léo Gamalho, na final da Copa do Nordeste. Com a recuperação do atleta, passou a ocupar a vaga deixada por Kieza, também contundido, mas não gosta do rótulo de titular.

“Kieza é matador e existiu desconfiança de quem fosse entrar, mas tive sorte e comecei bem. Aqui não tem titular e reserva, todos nós somos o grupo do Bahia”, avisa.

De fora

Além de Kieza, que só deve voltarem junho, quem desfalcará o time por um tempo também é o meia Tchô, diagnosticado com uma pedra na vesícula. Ele passará por cirurgia e a recuperação é estimada em 15 dias.

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