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Nilton quer jogo consistente para acabar com invencibilidade em casa do Atlético-PR

Tricolor precisa vencer o Furacão na Arena da Baixada para se classificar às semifinais da Copa Sul-Americana

Nilton concede entrevista coletiva (Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/EC Bahia)
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Nesta terça-feira (30), o volante Nilton concedeu entrevista coletiva em Curitiba, onde o Bahia enfrenta o Atlético-PR, nesta quarta-feira (31), às 21h45, pelo jogo de volta das quartas de final da Copa Sul-Americana. Após ter perdido o jogo de ida por 1 a 0, o Tricolor precisa vencer o Furacão na Arena da Baixada para se classificar às semifinais da competição continental. Porém, a equipe paranaense não perde em casa há 13 jogos.

Desde que, no final de julho, Tiago Nunes assumiu a equipe no lugar de Fernando Diniz, a equipe melhorou de produção e transformou o seu estádio em uma fortaleza. O próprio Bahia foi derrotado pelo Atlético-PR na Arena da Baixada, em jogo pelo Campeonato Brasileiro, no último mês de setembro.

Apesar deste ótimo retrospecto do adversário em casa, Nilton acredita na qualidade do elenco tricolor para conseguir encerrar esta invencibilidade. O volante pediu para que o Bahia faça um jogo consistente para surpreender o Atlético-PR:

Tem 90 minutos aí para impor um ritmo forte… Sabemos da invencibilidade que a equipe deles tem dentro de casa, uma sequência. Mas a gente está vindo para quebrar esse tabu e dar continuidade na Copa Sul-Americana, até porque é um dos nossos principais campeonatos, como o Brasileiro. Temos a oportunidade de conquistar uma classificação aqui, claro que não vai ser fácil, mas a gente sabe da qualidade e potencial do nosso elenco para ir adiante nesse campeonato

Nilton ainda completou:

É uma decisão. É um jogo em que todo o detalhe vai fazer uma diferença. A Sul-Americana proporciona o gol fora, você poder estar igualando e levar para os pênaltis. Se fizer 2 a 1, tem o critério dos dois gols fora na casa do adversário, não é? Acho que a gente vai dar um passo de cada vez, fazer um jogo consistente para não dar oportunidades à equipe do Atlético-PR e tentar surpreender eles aqui dentro. Claro, sempre respeitando, mas colocando o ritmo do Bahia que a gente vem apresentando dentro da temporada

O jogo desta quarta-feira será o quarto entre Bahia e Atlético-PR no ano. O Furacão está em vantagem, com dois triunfos e um empate. Nilton acredita que enfrentar uma mesma equipe tantas vezes faz com que um time conheça as características do outro:

A gente, como eles, não tem aquele momento que deixamos de estudar a equipe, não é? Você ter uma cautela no começo da partida, mas é claro que você sabe qual o jogador dá um corte, tem uma profundidade… Tem umas características que a gente acaba não esquecendo por enfrentar vezes seguidas assim. Agora uma coisa, não vou dizer que atrapalha tanto, é o gramado [sintético]. Mas nossa equipe vai entrar concentrada para não ser surpreendida aqui

Confira o que Nilton declarou em entrevista coletiva

Tempo bom em Curitiba
– O sol está forte aqui. É bom. A gente já está acostumado, adaptado àquele sol de Salvador, e isso aí, sem sombra de dúvida, até para dar uma respirada com o pessoal, é bom para poder brincar, mas amanhã já sai a brincadeira para coisa séria, coisa de time grande.

Arena da Baixada
– Por mais que [o estádio] possa estar fechado, vai estar abafado. Joguei fora no Japão, e tinha estádio que era fechado, então estou acostumado. Acho que temos que nos adaptar rapidamente, até porque você tem um desgaste maior pelo estádio abafado, vai ter o calor da torcida, mas como disse: nossa equipe é qualificada, tem uma mescla de jogadores novos e experientes. Vamos colocar isso em prática durante a partida.

Suporte entre os companheiros
– A gente tem que confiar, desconfiando do companheiro. Um domínio, uma forma do jogador estar sombreando durante uma jogada, a gente tem que estar sempre com um segundo jogador ali para dar um suporte, até porque, jogos assim, bolas alçadas são importantes para você transferir a responsabilidade para a área adversária e brigar pela segunda bola. Nossa equipe tem a virtude do toque de bola, essa aproximação, essa saída em velocidade, e a gente vai tentar colocar isso em prática mesmo sendo no campo sintético. A gente fica naquela de usar chuteira mista, ou de borracha, mas no momento ali a gente vai estar vendo no aquecimento qual que é o instrumento de trabalho para ser melhor no momento.

Um passo a mais
– Tivemos cinco competições, fomos campeões em uma e em outra fomos vice-campeões. Temos oportunidade para dar seguimento ao trabalho do professor Enderson. O elenco vem dando o máximo de cada um, e acho que você acaba coroando o que acabou fazendo durante a temporada. O individualismo também, e o coletivo acaba aparecendo pelo que nossa equipe vem apresentando. É claro que você deixa algo histórico também para o clube, por não ter chegado nem nas quartas. Já conseguimos, mas a gente quer dar continuidade porque sabemos da qualidade e potencial que nossa equipe vem apresentando e pode apresentar cada vez mais ainda.

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