Postado por - Newton Duarte

Brasileiro de 88: O que só o 'Xerifão' viu

Ex-zagueiro escreve livro sobre o título brasileiro de 88


Fã de Jorge Amado, João Marcelo posa com estátuas do escritor e da esposa Zélia Gattai


Titular da zaga do Bahia, campeão brasileiro de 1988, o ex-jogador, e atualmente treinador, João Marcelo, está escrevendo um livro sobre os bastidores daquela campanha vitoriosa. A obra está sendo escrita em parceria com Gérson Guimarães, professor de história, compositor e produtor musical.

São histórias do convívio do elenco, comissão técnica e diretoria, além das brincadeiras entre os jogadores. Tudo, sem esquecer dos momentos difíceis que o grupo passou.

A ideia do livro surgiu durante um almoço periódico entre amigos, há dezesseis anos. Faziam parte da mesa figuras como Charles (também campeão de 88), Luiz Dórea (treinador de boxe) e Gérson. As histórias do título de 1988 dominavam os encontros, até que um dia o rubro-negro Gérson sugeriu escrever sobre elas.

O livro ainda não tem título e editora definidos, mas João Marcelo espera terminá-lo até o

final do ano. "Vou aproveitar que todo mundo vai está reunido para o jogo comemorativo (nesta quarta-feira, 19, à noite, na Arena Fonte Nova) e entrevistar os jogadores que faltam", disse o fã confesso de Jorge Amado.

Dia do Bahia

Hoje é um dia de orgulho para o torcedor tricolor. No dia 19 de fevereiro de 1989, o Bahia conquistava o bicampeonato Brasileiro após empatar em 0 a 0 com o Internacional, no Estádio Beira-Rio.

Para celebrar os 25 anos dessa conquista, a Arena Fonte Nova vai reviver o jogo entre Bahia e Internacional nesta quarta, às 18h, na preliminar de Bahia x Vitória da Conquista. O público verá em campo os ex-jogadores daquela época.

Aquele time de 1988 foi montado durante o Campeonato Baiano, mas visando o Brasileiro. "Quando cheguei (em janeiro), nos reunimos com a diretoria, vimos as necessidades e fomos buscar os jogadores", lembrou o ex-técnico Evaristo de Macedo, que comandava o Bahia na época. "Trouxemos o Tarantini (lateral-direito) e Paulo Rodrigues (volante)", disse.

O time titular do Bahia, na final, teve Ronaldo, no gol, e a defesa formada por Tarantini, João Marcelo, Claudir e Paulo Róbson. Dois volantes, Gil e Paulo Rodrigues, protegiam a retaguarda. Bobô fazia a função de meia de ligação para Zé Carlos, Charles e Marquinhos.

Evaristo conta que o time jogava no improviso. "Eles eram bons tecnicamente, de muita qualidade, e sabiam sair jogando. Faziam bons contra-ataques. Eram jogadores inteligentes", disse.

O time jogava de forma ofensiva e muitas vezes a defesa ficava desguarnecida. "Para a gente ganhar um campeonato, temos que correr riscos. Senão você não ganha", explicou.

Exibindo um bom futebol, o Bahia impunha respeito aos adversários. "Nas decisões, eles respeitavam o Bahia. Sabiam que era uma equipe competitiva", conta Evaristo.

Além do esquadrão dentro de campo, o time tinha o total apoio da torcida. "Se o time tomava um gol, a torcida empurrava e a gente ia lá e virava o jogo", lembra João Marcelo. "Tínhamos um cordão umbilical com a torcida, pelo fato da maioria ser de baianos e saber o significado do clube", completou.


SAIBA MAIS

Tabela completa da Champions League

Tabela completa União Tricolor Bahia da Copa do Nordeste 2014

Tabela completa União Tricolor Bahia do Campeonato Baiano 2014

Troféu UTB: Dê sua própria nota aos jogadores

Confira

Torcedor: Seja Sócio do Esquadrão de Aço

Fogueira das vaidades; Uma inquisição Democrática


Fonte: Leandro Aragão - A Tarde

Foto: Edilson Lima | Ag. A Tarde