Postado por - Newton Duarte

Preterido até do banco, zagueiro Chicão vira chacota e vive ostracismo no Bahia

Preterido até do banco, zagueiro Chicão vira chacota e vive ostracismo no Bahia

Chicão (centro) convive com rotina de reserva em seu novo clube, o Bahia - Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia

Do discurso forte em sua apresentação, indireta ao Flamengo pela dívida de cerca de R$ 1 milhão e assumindo o papel de novo xerife, não restou praticamente nada. Deixado de fora até mesmo do banco de reservas na decisão da Copa do Nordeste, contra o Ceará, nesta quarta-feira, na Arena Castelão, em Fortaleza, o experiente Chicão vive o seu ostracismo no Bahia.

Uma das apostas da diretoria tricolor para a temporada, o zagueiro de 33 anos não convence.

Para a reta final dos campeonatos, virou quarta opção na defesa após ser preterido pelo garoto Robson e pelo refugo do Inter, Thales.

O discurso oficial do clube é que o ex-flamenguista e corintiano vem sofrendo com problemas físicos.

No dia-a-dia, no entanto, a impressão é de um atleta cada vez mais desanimado, caminhando quase sempre sozinho no CT do Fazendão e de pouca conversa com o restante do elenco.

Não foi essa falta de sintonia que o ‘condenou' à reserva e ao status de 'pesadelo' da torcida, no entanto.

Foram oito partidas como titular desde o seu desembarque no Bahia. No período, acumulo três vitórias, três empates e duas derrotas. Foi titular até 22 de fevereiro, mas teve de deixar o time por lesão e não voltou mais - somente entre os reservas, contra o Nacional-AM e Campinense-PB.

O veterano marcou duas vezes com a camisa tricolor - Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia

A retaguarda tricolor foi vazada dez vezes com Chicão em campo.

Um número elevado, mas que não seria suficiente para o zagueiro ficar em desgraça com a torcida não fosse pelas repetidas falhas que comprometeram em partidas como o empate em 3 a 3 contra o CRB, pela Copa do Nordeste.

Recebendo praticamente metade dos R$ 180 mil que costumava embolsar no Flamengo, o veterano terá a chance de recuperar o seu espaço na Série B do Brasileiro.

Ele começou a carreira no Mogi Mirim e rodou até chegar ao Figueirense. Em 2008, foi transferido para o Corinthians, onde despontou no cenário nacional: foi campeão da Série B daquele ano, quando marcou dez gols, e disputou a final da Copa do Brasil. Em 2009, foi campeão paulista e da Copa do Brasil. Ele ainda acumula o título de campeão brasileiro pela equipe paulista, conquistado em 2011, além de ter faturado a Libertadores e o Mundial em 2012. Depois ficou duas temporadas no Flamengo.