Punir o racista Suárez é punir o futebol. Jogo tem só 90 minutos
Prendam Suárez. Torturem Suárez. Arranquem os caninos de Suárez. Obrigue Suárez a ouvir um dueto de Fernanda Takai e Malu Magalhães. Ganhei o concurso? Sim, porque é disso que se trata. A sanha moralista seletiva está no ar. Prende. Arrebenta. E aquela cotovelada de Neymar no croata, dois minutos antes do gol de empate?
A FIFA dos tapetes imundos, encobrindo tanta sujeira que mais se parecem com uma jiboia apos almoçar um bezerro, quer justiça. Para ela, o jogo não acaba com 90 minutos. Há um big brother vendo o que o juiz não viu. Então para quê juiz? Então que se puna o juiz. Dois episódios seguidos de Fernanda Young.
Confira:
Tabela completa da Copa do Brasil Sub-15
Tabela completa da Copa do Mundo
Onde vamos parar no culto ao politicamente correto? E se Luis Suárez comemorou a vaga tomando guaraná quente? Ou se foi para um ménage a trois? Quantos jogos?
Suárez é racista. Suárez é mau caráter. Suárez é reincidente. Suárez mordeu Chiellini mesmo que o enorme Mujica diga que não. Merecia ser expulso. Merecia ser punido. Mas a FIFA escalou quatro sopradores de apito que não viram. Oito olhos não viram. Acabou. O jogo acabou. Ou então, não acabará nunca. Em vez de jogadores, levarão juristas aos Mundiais. Os jogos durarão semanas. Serão esquadrinhados frame a frame. Tudo parará na Suprema Corte.
E o futebol, o mais belo esporte, cheio de paixão e contato dará um passo rumo à extinção.
Nota Luis Peres @BahiaClub: O melhor texto que li sobre o tema. Sucinto. Não deixou passar nada.
Viva a imprensa brasileira e os ‘politicamente corretos’, ora de plantão, vociferando ‘loas’ à FIFA pela punição aplicada. Parece que resolveram o problema da violência no Brasil e no mundo.
O que dizer de Bolivar? Que ‘estourou’ o joelho de um jovem de 20 anos, iniciando uma carreira, proibindo-o de exercer sua profissão durante 8 meses. Podendo, inclusive, tê-lo levado a abandonar a carreira. Graças a Deus, não foi o caso.
Essa mesma imprensa, em sua maioria, virava o rosto ao assistir aquela ignomínia, mas faziam questão de absolvê-lo. 'É do jogo...', diziam.
Brasil e Alemanha, 1965, amistoso no Maracanã. Pelé quebra a perna do zagueiro alemão Kiesman.
Santos e Cruzeiro, 1968, Taça de Prata no Mineirão. Pelé quebra a perna do beque Procópio Cardoso, ex-Fluminense, na melhor fase de sua carreira, quando aguardava ser convocado para a seleção brasileira.
Brasil e Uruguai, Copa de 1970, no México. Pelé dá uma cotovelada no uruguaio Dagoberto Fontes, que havia pisado em sua mão no início do jogo. O lance da cotovelada foi tão bem feito que o juiz deu falta do zagueiro, e não de Pelé.
O locutor diz: "Pelé sabe criar o momento certo para o revide." Tostão, rindo, afirma: "No momento propício, Pelé deu o troco." Wilson Piazza reforça: "Não é negócio de dar. Tem que saber fazer." E Paulo César Caju exagera: "Coisa linda, né?"
Assim como ele, outros tantos “lindos” exemplos da “malemolência e do samba-no-pé” do craque brasileiro. Mas, tudo depende do freguês. Se fosse o ‘menino Neymar...’!?! Joga muito, esse ‘menino Neymar...’! Os empre$ários dele que o digam...
Suárez é culpado! Que seja punido! Mas, a punição desmedida e não universal é mais criminosa que a atitude do atacante Uruguaio.
Realmente, o Brasil se transformou num país de cínicos, oportunistas e intere$$eiros.
Fonte: Blog do Menon /UOL – Observatório da Imprensa
Foto: Domício Pinheiro