Postado por - Newton Duarte

William critica antiga gestão e traça perfil do Técnico

William critica antiga gestão e traça perfil do novo treinador

Recém-contratado, cartola terá trabalho para organizar o clube e formar o planejamento para 2014. Ele chega para o lugar de Anderson Barros

Anunciado como novo diretor de futebol do Bahia, o ex-zagueiro William Machado terá trabalho para organizar o clube e formar o planejamento da temporada 2014. Com pouca experiência no mercado, o "Capita", como é conhecido no meio do futebol, afirmou que está motivado com o desafio e revelou o perfil que deseja para o novo treinador do Bahia. 

"É muito importante frisar que não temos problema com idade. Às vezes, um cara mais velho tem a cabeça super atualizada e um mais novo pode estar ultrapassado. O que precisamos é de um treinador que esteja acompanhando a transformação mundial do futebol. Não poderemos trazer ninguém de vanguarda, então, que pelo menos seja alguém que esteja acompanhando as mudanças pelo mundo", explicou William em entrevista ao Jornal A Tarde.

Após os vexames na Copa do Nordeste, Campeonato Baiano e a saída do diretor de futebol Paulo Angioni no primeiro semestre, William chegou a ser anunciado pela antiga gestão, mas alegou diferenças no pensamento e acabou rejeitando o cargo. Agora no Tricolor, o cartola explicou o motivo de não ter aceitado gerir o clube na ocasião.

"O Bahia é um grande clube, nas há tempos não vinha sendo gerido de forma condizente com sua grandeza. O Bahia tem de estar em todo Campeonato Brasileiro no mínimo entre os dez primeiros. Caso isso volte a acontecer, o clube vai recuperar o respeito. Agora, com a nova diretoria, a situação do clube é outra. O torcedor já voltou a sentir a grandeza do Bahia na demonstração democrática que viu este ano. E com nosso trabalho, vai sentir muito mais", explicou o dirigente.  

Perfil de William, novo diretor: estudioso, mas inexperiente

O Bahia anunciou, quarta, o ex-corintiano William Capita para comandar a política de contratações para 2014

Se o objetivo era contratar um diretor de futebol e um técnico, meio caminho já está andado. O Bahia anunciou, quarta, o ex-corintiano William Capita para comandar a política de contratações para 2014. Um novo treinador é pretendido até o final da semana.

O acerto com William não causa surpresa. Desejado pelo presidente Fernando Schmidt desde a posse, em setembro, ele só não foi contratado antes porque a atual diretoria esperou acabar o Brasileirão para levar adiante as mudanças no departamento de futebol tricolor. Com a demissão de Anderson Barros na segunda, bateu-se o martelo.

Aposentado desde 2010, quando encerrou a carreira no Corinthians,  o ex-zagueiro de 37 anos tem pouca experiência na função. Em fevereiro de 2011, foi gerente de futebol do clube paulista, mas saiu no mês seguinte após ser desautorizado pelo então presidente Andrés Sanchez a concluir a contratação quase fechada do volante William Magrão.

Capita chegou a ser dado como certo no Bahia em maio deste ano, ainda na gestão de Marcelo Guimarães Filho. Indicado pelo atual vice-presidente Valton Pessoa, seria o início de uma transição pacífica na política do clube, que não houve – e por isso teria recusado vir.

Chega ao Bahia sob as credenciais de “profissionalismo e estudioso”, na descrição do assessor especial da presidência Sidônio Palmeira, que está em São Paulo junto com William e com o vice-presidente Valton Pessoa à procura das primeiras contratações.

O nome do novo treinador também passa por esse perfil. “Tem que ser uma pessoa estudiosa, que saiba aproveitar bem a divisão de base e tenha clareza que, pra montar um time, precisa ser um time com força”, conta Sidônio. Daí Guto Ferreira, atual técnico da Portuguesa, ser um dos alvos. “É um nome. Agora me parece que Guto está viajando e a gente está precisando de um técnico pra agora”, diz, sobre a dificuldade de fazer contato.

O outro pré-requisito é financeiro. Paulo Autuori, que este ano treinou Vasco e São Paulo, está à disposição, mas encontra-se num patamar salarial acima do desejado. “Não pretendemos contratar time que não se paga em dia. É um orçamento limitado e temos condição de contratar um bom time”, aposta o assessor do presidente. A meta interna é ter uma folha salarial que seja, no máximo, igual a deste ano (cerca de R$ 3 milhões).


Fonte: Herbem Gramacho/IBahia

Fotos: Reprodução