‘Nunca pensei em deixar o Bahia’

'Nunca pensei em deixar o Bahia', garante Robson, capitão do sub-20

Robson, à esquerda

Diante da crise no Esporte Clube Bahia, o BN entrevistou nesta semana o jovem zagueiro Robson. Capitão do time sub-20, o jogador foi incorporado ao elenco profissional e espera logo em breve dar muitas alegrias ao torcedor. O defensor, inclusive, falou sobre a polêmica que envolve o atraso no recolhimento do FGTS e disse ter uma boa relação com o norte-americano Freddy Adu.

Bahia Notícias: Como está sendo a experiência no elenco profissional?

Robson: Estou trabalhando forte. O professor Cristóvão Borges está nos dando apoio e os jogadores do grupo me abraçaram. Então, agora, é só mostrar meu trabalho e entrar aos poucos no elenco.

BN: Cristóvão Borges conversou diretamente com você sobre o projeto para Série A?

Robson: Comigo, especialmente, ele ainda não falou nada diretamente. Mas, diariamente, ele tem nos dado muita liberdade para jogar. Jogadores mais experientes como Titi, Souza, Fahel, todos nos abraçaram no grupo. Estamos ficando cada vez mais entrosados e vamos ver o que vai acontecer futuramente.

BN: Você, capitão do time sub-20, foi apresentado aos novos responsáveis pela base?

Robson: Carlão (Superintendente das categorias de base) se reuniu com a gente, no encontro que também o Anderson Barros estava presente. Ainda estamos em processo de organização. O Carlão chegou para dar continuidade ao trabalho de Mota, que teve uma boa passagem, e cabe a mim só dar continuidade aos meus trabalhos.

BN: É verdade que já tem uma boa relação com Freddy Adu?

Robson: Ele já domina muito bem o português. Ele é um cara muito legal, brincalhão. Gosto muito dele. Foi um dos primeiros que criei amizade no grupo profissional.

BN: Maracás, ex-companheiro do sub-20, deixou o clube por atraso no FGTS. Você também esteve para sair?

Robson: Eu tenho quatro anos e meio no Bahia. Sempre fui muito bem recebido no Fazendão e nunca pensei em sair do Bahia. Espero permanecer por muito tempo e dar muitas alegrias a este clube.

BN: O time júnior do Bahia bateu na trave três vezes: Copa São Paulo, Copa do Brasil e Baianão. O que aconteceu?

Robson: Cara, eu não sei como explicar. Foram detalhes. Difícil até de explicar o que houve. Foram três chances que posso dizer que ficamos na trave. É duro de explicar o que aconteceu.

BN: Quem é seu ídolo no futebol brasileiro?

Robson: Eu sempre gostei do jeito de jogar de Lúcio, do São Paulo. O jeito mais xerifão. Observo também a postura e regularidade em campo de Titi desde que chegou ao Bahia. Sou um cara que gosto de liderar, tanto que sou capitão desde o time infantil. Gosto de ser o capitão, de botar a cara.

BN: Já teve propostas para deixar o Bahia?

Robson: Já passei por situação de pessoas querendo me tirar daqui. Mas, neste caso, minha família e eu optamos por ficar. Meu empresário é amigo da família, eu gosto do Bahia, e tudo isso é muito bom.

BN: Tem preferência pela estreia na Arena Fonte Nova, sub-20 ou profissional?

Robson: É melhor como profissional, lógico. Mas, neste momento para mim, o que vier está de bom tamanho. Estou preparado para ajudar o Bahia sempre.

BN: Como você vê o Bahia nos respectivos Campeonatos Brasileiro da Série A e sub-20?

Robson: Pelo que vi do início do campeonato, além dos treinos com os jogadores se cobrando, só tem a crescer. Acredito que o torcedor terá muitas alegrias. Quanto ao sub-20, eu espero trabalhar firma para chegar lá e, pelo Brasil, mostrar a cara do que é o Bahia. Estou esperando por este momento.

BN: Sua família, desde que chegou ao Bahia, sempre te apoiou?

Robson: Eles nunca deixaram de me apoiar. Eles moram no interior do Espírito Santos e, às vezes, passam o final de semana por aqui. Sempre me apoiaram e isso, para mim, é importante demais. Temos um ótimo relacionamento.

Tabela interativa da Série A: http://uniaotricolorba.com.br/tabelaseriea.asp


Fonte e imagens: Felipe Santana – Bahia Notícias