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‘O direito de gastar’: Clubes formulam propostas ao Governo sobre a MP do Futebol

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MP do Futebol: clubes formulam propostas para apresentar ao Governo

Dirigentes querem aumentar de 70% para 90% do orçamento o gasto com futebol e não entram em consenso em pontos como parcelamento da renegociação das dívidas

Nesta segunda-feira, os clubes da Série A se reuniram para discutir sobre a MP do Futebol e propor alternativas ao governo federal. Após o encontro, um documento foi formulado e deverá ser apresentado ao Governo como proposta nesta terça-feira.

As discordâncias dos clubes em relação à MP são muitas, mas não há consenso nas reivindicações. O principal ponto de discordância na medida é em relação às condições de parcelamento da renegociação das dívidas.

– Queremos que os clubes da Série A gastem no máximo 3% de seu orçamento com o pagamento das dívidas, os da Série B, 2%, os da C, 1%, e os da D, 0,5%. Em um período de 60 meses, essa proporção diminuiria pela metade – explicou Lásaro Cândido da Cunha, diretor jurídico do Atlético-MG.

Os clubes também querem aumentar de 70% para 90% do orçamento o gasto com o futebol profissional. De acordo com o consultor jurídico da comissão dos clubes, Álvaro Melo, ainda há ajustes a serem feitos nas propostas, para que haja um consenso geral.

– Ainda temos uma dificuldade para encontrar um denominador, porque na hora de sugerir cada clube pensa no seu problema e no seu umbigo. São muitos clubes, alguns são devedores, outros, não. Por isso, depois da reunião, ainda vamos receber algumas sugestões.

Presidente do Fluminense, Peter Siemsen afirmou que a reunião tem como objetivo elaborar sugestões para que a lei se adeque à realidade do futebol brasileiro.

– Não queremos que seja uma lei como outras leis que existem no Brasil só no papel e na prática seja impossível de cumpri-la. Respeitamos a maioria das propostas do governo, mas buscamos sugerir as mudanças para que a lei, além de controlar  e fiscalizar mais os clubes, permita que eles possam crescer também.

Peter também falou sobre a questão da Certidão Negativa de Débito (CND), cuja apresentação a proposta do governo torna obrigatória para a disputa dos campeonatos.

– Tivemos uma discussão sobre CND versus comprovante de pagamentos de impostos. Às vezes demoramos um ou dois anos para conseguir uma CND por questões administrativas, e é uma certidão usada apenas para captar recursos ou obter dinheiro público. Acho que essa situação se resolve com um comprovante de pagamento de encargos e impostos.

A punição aos dirigentes esportivos foi outro tema levantado durante a reunião.

– Eu só posso ser responsável pela minha administração. Não pela de outros – disse Eurico Miranda, presidente do Vasco.

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