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Saída de zagueiros e Souza na palavra de Alexandre Faria

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Diretor justifica saída de zagueiros e diz que Bahia não abre mão de Souza

Alexandre Faria, diretor de futebol do clube, afirma que dupla oriunda da base “engoliu” Chicão e Adriano Alves e revela que sequer escutou proposta por volante

Chicão; Bahia (Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/EC Bahia)

Chicão deixou o Bahia em junho, depois de realizar apenas oito jogos pela equipe (Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/EC Bahia)

No início do ano, ainda sob certa desconfiança da torcida, o Bahia iniciou a montagem do elenco e fez uma contratação que provocou comoção em boa parte dos tricolores: o experiente zagueiro Chicão foi uma das primeiras surpresas de 2015. No entanto, cinco meses e oito jogos depois, o xerife rescindiu contrato com o clube de forma amigável. Quem teve destino semelhante foi o zagueiro Adriano Alves. Titular apenas no amistoso contra o Shakhtar Donetsk, o jogador deixou o Fazendão em junho sem nenhuma partida oficial com a camisa tricolor.

Nesta quarta-feira, o diretor de futebol do clube baiano, Alexandre Faria, comentou sobre as rescisões, em entrevista à Rádio CBN de Salvador. Sem melindre, o dirigente afirmou que não vê problema em mudar os rumos quando eles não rendem o esperado e destacou que as crias da base do Bahia mostraram desempenho superior aos contratados, o que justificou a decisão de liberar a dupla de atletas.

A verdade é essa. Ter dois jogadores da base a dois que vieram de fora, optamos pelos da base. Por isso rescindimos os contratos deles [de Chicão e Adriano Alves].

Alexandre Faria

– Costumo dizer que não tenho compromisso com o fracasso. Meu compromisso é com o sucesso. A gente sempre faz tudo tentando acertar. Se o resultado não foi o esperado, não vejo problema em mudar de rota. Chicão é um atleta que… A gente tem uma média de idade muito jovem no elenco. É um atleta que veio numa condição financeira para o Bahia espetacular. Ele escolheu vir, numa condição que não onerava o clube. A gente precisava. Até porque, naquele momento, a gente não sabia que Robson ia ser espetacular como está sendo. Everson, da base, e Robson engoliram os dois. A verdade é essa. Ter dois jogadores da base a dois que vieram de fora, optamos pelos da base. Por isso rescindimos os contratos deles. Porque não faria sentido tê-los aqui ocupando o espaço de jogadores da base que poderiam ser usados – avaliou.

Outro jogador que poderia ter deixado o Bahia é o volante Souza. A possibilidade, no entanto, é remota. Faria revelou que o Cruzeiro, dono dos direitos do volante, recebeu uma proposta pelo jogador, que foi prontamente negada pelo Tricolor. Segundo o diretor, nem o clube baiano nem o atleta se interessaram sequer por ouvir do que se tratava.

Souza; Bahia (Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/EC Bahia)

"Não tem dinheiro que faça o Bahia abrir mão do Souza", afirma Faria (Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/EC Bahia)

Para saber mais: Alexandre Faria fala sobre planejamento para a Série B, contratações; Ouça

– Souza… É impressionante como ele está feliz aqui. Em São Paulo, estive com o Guilherme Miranda, representante do jogador, e ele me disse: “Eu nunca vi o Souza tão bem, tanto de cabeça quanto fisicamente”. O Souza está com um percentual de gordura que nunca teve. Quando chegou a sondagem, eu falei com ele: “O Bahia não quer ouvir. Você quer?”. Ele disse que não. Retornei para o Cruzeiro e falei que não abria mão do jogador. Não tem dinheiro que faça o Bahia abrir mão do Souza – disse.

Questionado sobre a queda de rendimento de Souza, Faria foi categórico: é impossível manter o nível de atuação jogando a quantidade de partidas que o calendário brasileiro impõe. Ele destaca os números e pede que o critério seja levado em consideração também no caso de outros atletas.

– O Bahia fez 37 partidas na temporada. Se tivermos mais 37, teremos 74 partidas no ano. Se tirarem dois meses do ano, são 305 dias no ano, quatro dias de intervalo entre uma partida e outra, em 10 meses. Isso é surreal. Então não dá para exigir de Tiago Real e Souza que mantenham nível que estão mantendo. Souza fez 25 jogos, todos como titular. Não foi banco em nenhum jogo. Tiago, das 37, foi relacionado em 34. Jogou 33 partidas, foi titular em 32. Esses números têm que ser levados em consideração. A média de jogos no futebol brasileiro é desumana – finalizou.

Nota Luis Peres @BahiaClub: ‘Não tem dinheiro que faça o Bahia abrir mão do Souza’…

Desculpem! Com todo respeito, É muito amor demais.

A frase não está escrito errada.

Se me perguntassem se eu contrataria, responderia que sim. Jamais pelo valor que DIZEM que o JOGADOR RECEBE. 

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