Postado por - Heitor Montes

Apesar de ressaltar qualidade do Palmeiras, Enderson Moreira projeta Bahia equilibrado

Na tarde desta sexta-feira (14), o técnico Enderson Moreira concedeu entrevista no Fazendão. O treinador falou sobre o próximo desafio do Bahia, que neste domingo (16), enfrenta o Palmeiras, na Arena Fonte Nova, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. Para esta partida, o Tricolor enfim teve uma semana inteira para descansar e para treinamentos.

Enderson Moreira revelou que está usando estes treinos para fazer as melhores escolhas táticas e técnicas para a próxima partida, já que o Palmeiras irá atuar com um time misto e o Bahia não pode “perder o foco”.

O treinador tricolor relembrou da qualidade da equipe paulista e aproveitou para projetar o comportamento do Bahia, que contará com uma mudança certa no time titular, já que o meia Vinícius está suspenso:

A gente tem um jogo extremamente difícil contra o Palmeiras, uma equipe muito forte, independentemente de quem possa vir. São atletas que tem muita qualidade. Uma provável escalação tem Lucas Lima, Marcos Rocha, Felipe Melo, não é fácil. Equipe muito qualificada. A questão de três volantes, podemos usar em determinados jogos. Usamos contra o São Paulo, com Flávio pelo lado para ajudar a fechar o corredor. Contra o Ceará foi um pouco diferente, os três jogaram por dentro. São possibilidades. Estou avaliando. Três meias. Fico pensando. Podem ser atacantes, não meias. Élber e Clayton são atacantes. Marco Antônio não vejo muito como meia, é mais um segundo atacante. A linha de três pode ser feita com jogadores com características de meias ou mais agudos, que chegam mais. É só o início de formação. Importante é dar profundidade, velocidade, dar uma transição, sustentação na parte defensiva, o que é importante. O Palmeiras não vai ficar atrás se defendendo. A equipe vai argumentar o jogo, criar situações. A gente precisa estar equilibrado.

Enderson Moreira tem um possível problema na defesa para a partida deste domingo. O zagueiro Tiago tem uma lesão na coxa direita e é dúvida para enfrentar o Palmeiras. Neste sábado (15), ele será avaliado para saber suas condições de jogo. Se ele não puder jogar, Douglas Grolli ou Everson poderão substituí-lo:

São duas possibilidades. Grolli está recuperado. Ainda vou pensar. Temos o Everson também, que vem bem. Tiago vamos aguardar até o último instante, para ver se tem condições de se recuperar. Tem o treino de hoje e o de amanhã para ter uma definição. Ainda vou avaliar algumas possibilidades para tomar essa decisão.

O treinador também foi perguntado sobre o meia Ramires. O jovem de apenas 18 anos, que atuava pela equipe sub-23, foi promovido ao time profissional, entrou entre os titulares no triunfo sobre o Sport, fez bom jogo e caiu nas graças da torcida.

Como Vinícius não poderá jogar, Ramires poderia substituí-lo como meia ofensivo na linha de três. Porém, Enderson Moreira acredita que é necessário tranquilidade para lançá-lo entre os titulares:

Até acho engraçado. Ninguém conhecia o Ramires praticamente. Coloquei [em campo], ele saiu com câimbras, jogo era quarta, tinha outro jogo no sábado. Pessoal já vê como incoerência. A gente vive o dia a dia. Sabe que é um menino. Precisamos ter paciência, tranquilidade para colocá-lo em situações mais favoráveis. Estou avaliando algumas possibilidades. Se a gente perceber que é o momento de colocá-lo novamente, ele vai entrar e vai jogar e fazer o que a gente sabe que pode fazer. Se for o momento de buscar outra alternativa... como falei na primeira vez não tive tempo para treinar outra opção naquele momento. Era o que mais se aproximava da função. Hoje eu tenho outras possibilidades. Marco Antônio treinou por dentro. Criamos outra possibilidade, de jogar com dois atacantes, com o Edigar Junio. Estou procurando outras situações que não a simples entrada de Ramires. Mas ele tem muitas chances de começar uma partida.

Confira o que Enderson Moreira falou em entrevista coletiva

Estaduais
- Não. Não tenho essa posição de ser contra os estaduais. Temos que pensar no calendário um pouco diferente. As equipes com competições nacionais têm no mínimo 38 datas, não tem como jogar tanto quanto as equipes do interior. O estadual poderia começar no período de folga dessas competições, dezembro, novembro, faz uma fase preliminar maior, mobiliza mais as equipes do interior, com mais equipes. Mobiliza as várias regiões do estado, dá oportunidade para atletas serem observados. E vai para uma fase final, com times de calendário nacional, que fariam poucos jogos em fase realmente diferente. Você faz muitos jogos no início e paga um preço no futuro. Não penso em terminar os estaduais, é característica do nosso futebol, precisamos manter vivas essa tradição, essas rivalidades. Mas temos que pensar em outra forma. Seria possível e muito mais atrativo para todas as partes.